Fonte: OpenWeather

    Sindicatos


    Sinetram aponta demissão e rodoviários ameaçam uso da força em Manaus

    Sindicato das empresas diz que a greve é ilegal e fala em demissão dos funcionários grevistas, que juntos somam 30% da frota paralisada na capital amazonense. Houve paralisação total de ônibus por meia-hora no Centro de Manaus


    Manaus – Após o anúncio da contratação de motoristas e cobradores em todas as empresas do transporte público de Manaus, divulgado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), motoristas paralisaram, na manhã desta quarta-feira (30), vários ônibus no Terminal 1, localizado na avenida Constantino Nery, bairro Centro, Zona Centro-Sul de Manaus. 

    De acordo com um dos representantes da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Gabriel Guimarães, os motoristas ficaram revoltados após uma ameaça de demissão de funcionários que não retornarem aos postos de trabalho. 

    Leia também: 2º dia de paralisação tem 70% dos ônibus nas ruas de Manaus

    “Eles saíram das empresas já com a ideia de que iriam parar, pois não aceitam a situação imposta pelo Sinetram. O presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir Oliveira, tentará conversar com os trabalhadores para que os ônibus voltem a rodar normalmente”, afirmou Guimarães. 

    Os rodoviários iniciaram a paralisação de parte da frota de ônibus do transporte público às 4h da manhã de terça-feira
    Os rodoviários iniciaram a paralisação de parte da frota de ônibus do transporte público às 4h da manhã de terça-feira | Foto: Janailton Falcão

    Um representante do Sinetram afirmou ao Em Tempo que aproximadamente 3 mil funcionários podem ser demitidos a partir da tarde desta quarta, pois a greve é ilegal.

    “Os 30%, que estão paralisados, serão demitidos, pois essa greve é ilegal perante aos olhos da Justiça e não podemos deixar que os rodoviários mantenham a população refém por não terem suas reivindicações atendidas”, disse. 

    Paralisação dos veículos do transporte público no Centro durou aproximadamente meia-hora
    Paralisação dos veículos do transporte público no Centro durou aproximadamente meia-hora | Foto: Janailton Falcão

    Leia também: Rodoviários afrontam Justiça e ônibus continuam paralisados em Manaus

    Já o presidente do STTRM, afirmou que, caso as empresas cumpram as ameaças de demissão em massa, a categoria responderá de forma severa. “Vamos intensificar ainda mais a greve para que eles percebam que não há uma ação sem reação. Se for preciso, partiremos para força física”, afirmou. 

    Paralisação no Centro

    Uma paralisação surpresa do transporte coletivo afetou centenas de passageiros na manhã desta quarta-feira (30), no Centro de Manaus. Os coletivos interromperam os serviços dentro do Terminal 1 e uma fila de ônibus se formou na extensão da avenida Constantino Nery. 

    Após uma rápida negociação da Polícia Militar, os rodoviários liberaram o fluxo e os ônibus voltaram a circular. Conforme policiais militares do Comando de Policiamento da Área Sul (CPA-Sul), o ato durou cerca de 30 minutos.

    Reunião entre sindicatos e a Prefeitura de Manaus não garantiu fim da paralisação, que já dura mais de 30 horas
    Reunião entre sindicatos e a Prefeitura de Manaus não garantiu fim da paralisação, que já dura mais de 30 horas | Foto: Janailton Falcão

    Paralisação

    Desde as 4h da manhã de terça-feira (29), os rodoviários aderiram a uma paralisação parcial do transporte público em toda a capital amazonense. O motivo, afirmam os rodoviários, é pela reivindicação do dissídio coletivo de 2018/2019, ainda não concedido, além do reajuste salarial de 3,5%.

    De início, os rodoviários pararam 70% da frota, mesmo com a determinação do Tribunal de Justiça do Trabalho da 11ª Região (TRT11), que estipulava multa de R$ 30 mil por hora de paralisação.

    Cinco horas depois, a Prefeitura de Manaus anunciou que mais de 50% da frota circulava em Manaus. Em seguida, o TRT aumento o valor da multa para R$ 200 mil por hora de paralisação. Até o início da tarde de ontem, 70% da frota passou a operar pelas ruas da cidade, conforme informou o STTRM e confirmou a Prefeitura de Manaus.

    Reunião

    O prefeito de Manaus, Arthur Neto, estipulou, na noite desta terça-feira (29), após reunião sem acordo entre os sindicatos envolvidos na paralisação, que acionará a Justiça para conter a paralisação do transporte público da capital. O prazo do Executivo Municipal é até o início da noite desta quarta.

    Edição: Isac Sharlon

    Leia mais:

    Prefeitura monitora paralisação ilegal dos rodoviários em Manaus

    Apenas 50% da frota de ônibus circula em Manaus nesta terça-feira (29)

    Rodoviários enfrentam Justiça e decidem manter greve nesta terça (29)


    Comentários