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    protesto


    Vigilantes protestam por seis meses de salários e benefícios atrasados

    Trabalhadores se reuniram em dois locais, na manhã desta segunda (5), em Manaus

    Trabalhadores alocados em vários órgãos do Governo do Estado estão prejudicados pelo atraso salarial e condições insalubres de trabalho | Foto: Janailton Falcão

    Manaus - Cerca de 20 manifestantes do setor de vigilância de Manaus paralisaram suas atividades, na manhã desta segunda-feira (5), em protesto ao não pagamento de seis meses de salário, além dos benefícios dos vales-alimentação e transporte. Juntando trabalhadores de vários órgãos, a manifestação começou na sede da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), situada na avenida André Araújo, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, e se estendeu até à reitoria da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), localizada na avenida Djalma Batista, também Zona Centro-Sul.

    "Estamos sem receber desde a metade de 2017. Fica difícil sobreviver no dia a dia desse jeito. Passar o Ano Novo foi um aperto e, mesmo trabalhando, temos que dar um outro jeito para pagarmos as contas. Tem gente aqui que paga aluguel. E aí? Como fica?", queixa Isael Amorim, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresa de Segurança e Vigilância.

    Ele explica que os trabalhadores alocados em vários órgãos do Governo do Estado, como o Hospital e Pronto Socorro (HPS) Platão Araújo, HPS João Lúcio, Maternidade Balbina Mestrinho, além da UEA, estão prejudicados pelo atraso salarial e condições insalubres de trabalho.

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    "É um serviço terceirizado pelo Estado. A empresa responsável, Legítima Segurança, é a responsável por todo este problema. Já avisamos antes, mas não adiantou de nada. Não queremos fazer greve nem prejudicar alguém como fizeram conosco. Isto é apenas um aviso: queremos os nossos direitos básicos de trabalho e o mínimo de condições. É até engraçado, pois, como profissionais da segurança, passamos por perigo de criminalidade principalmente nos plantões da noite. Conheço várias histórias de bandidos que atacam nos hospitais quando a ambulância chega com algum envolvido com tráfico e não podemos fazer nada", lamenta Amorim.

    Susam

    Em resposta à manifestação, a assessoria da Susam informou, por meio de nota oficial, que ainda está no processo de sanar dívidas antigas deixadas pelo governo passado. "Já fizemos o informe que as empresas vão receber esta semana. Elas estão conscientes de todo o processo. Temos advertido todas sobre a prioridade do pagamento de seus funcionários", explicou.

    A Secretaria do Estado da Fazenda (Sefaz) informou que o últimos pagamentos aos serviços de vigilância públicos foram feitos no último dia 24 de janeiro e nesta segunda. "Não há mais em nossos registros alguma pendência de pagamento. Apesar de não podermos obrigar as empresas a repassar aos trabalhadores o dinheiro, sempre incentivamos como prioridade o fazer das obrigações", disse a assessoria.

    O responsável pela empresa Legítima Segurança, que preferiu não se identificar, revelou que este mês é o previsto para normalizar os pagamentos dos servidores. "Conforme calendário produzido pelo Governo, pretendemos regularizar os pagamentos dando o salário do mês correspondente e uma parcela das atrasadas. Dependemos do repasse público para normatizar esta situação. Gradativamente, iremos superando os obstáculos", terminou.

    Edição: Isac Sharlon

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