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    Manifestação


    Precariedade de ônibus é pauta de manifestação no Conjunto João Paulo

    Os moradores reclamam do atendimento da empresa Açaí, que atende o conjunto. Eles atearam fogo em pneus e madeiras

    Os moradores dizem que estão cansados de utilizar, todos os dias, ônibus sucateados | Foto: Janailton Falcão

    Manaus - Moradores do conjunto João Paulo, na Zona Norte de Manaus, interditaram parte da avenida Curaçao, em protesto pela situação precária dos ônibus que atendem os comunitários no bairro. Eles atearam fogo em pneus, madeiras velhas e caixas de papelão e exigem a troca da empresa que presta o serviço de transporte público na noite desta sexta-feira (9).

    De acordo com o morador Ari Almeida, a atual empresa não atende a demanda da população. "A Açaí não presta o serviço de qualidade ao conjunto. Muitos ônibus quebram nas ruas e deixam os moradores esperando horas nas paradas", disse Ari, informando que os moradores já procuraram o órgão responsável pelas linhas de ônibus na capital amazonense, mas não obtiveram respostas. 

    Ele informou que o órgão apenas disse que iria trocar a empresa responsável pelo transporte público na região, fato que não aconteceu até esta sexta.

    Os moradores pretendem fazer novos protestos na via se não forem atendidos
    Os moradores pretendem fazer novos protestos na via se não forem atendidos | Foto: Janailton Falcão


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    "Nós procuramos a SMTU, eles prometeram pra gente que até o dia 26 de janeiro iriam resolver a situação com a troca da Açaí. Porém, até hoje ficamos esperando e isso não aconteceu. A empresa continua rodando no nosso bairro e causa transtornos aos moradores, que pagam o mesmo valor de passagem que os moradores dos demais bairros", completou o morador.

    Segundo os manifestantes, poucos ônibus atendem o conjunto
    Segundo os manifestantes, poucos ônibus atendem o conjunto | Foto: Janailton Falcão


    Magno Sancho, que é morador do bairro há 12 anos, falou sobre a dificuldade de ser cadeirante e ainda de conseguir se locomover no bairro.

    "Eu já tive que ir pendurado em um ônibus porque não tinha o cinto de segurança na área do cadeirante. Eu vou para o trabalho sem segurança e passando por vários tipos de situações desagradáveis dentro do coletivo", explicou.

    Ele ainda disse que fica constrangido ao ter que pedir para outras pessoas carregá-lo para entrar no ônibus.

    "Eu ainda tenho que passar pela vergonha de terceiros me ajudarem para subir porque o elevador não funciona. Os ônibus estão totalmente em situação precária", completou o morador.

    O trânsito em parte da via ficou interditado por conta da barricada montada pelos moradores
    O trânsito em parte da via ficou interditado por conta da barricada montada pelos moradores | Foto: Janailton Falcão

    A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da SMTU sobre a reclamação dos moradores. Assim que a nota for enviada, as informações serão anexados ao conteúdo publicado.

    Trânsito

    Os motoristas que passavam pela via tiveram que desviar a rota para evitar congestionamento. Eles transgrediam o Código de Trânsito Brasileiro ao acessar a contramão da via para acessar a rotatória.

    Duas viaturas da Polícia Militar chegaram ao local, por volta das 18h40, e os policiais negociaram a liberação da via com os manifestantes. O protesto terminou de forma pacífica.

    Veja live feita pelo repórter Raphael Tavares do local onde ocorreu a manifestação: 


    Outro Caso

    Na mesma região onde ocorreu o protesto de hoje, comunitários do Conjunto Viver Melhor também protestaram, há 4 dias, com fogo em pneus, galhos e móveis velhos sobre a situação dos ônibus que rodam no bairro. Eles reivindicaram, na noite da última segunda-feira (5), mais linhas de ônibus, além de transportes públicos alternativos para atender a grande demanda de passageiros.

    De acordo com a presidente da associação de moradores da primeira etapa do residencial, Núbia Garcia, o residencial fica localizado em uma região afastada e somente uma empresa atende a área. Isso dificulta a locomoção dos moradores, que passam horas esperando nas paradas de ônibus.

    Edição: Bruna Souza

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