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    Ensino


    Em apoio a professores, alunos fazem manifestação na Grande Circular

    SEDUC informou que o calendário escolar tem, obrigatoriamente, 200 dias letivos, e esses dias terão que ser cumpridos integralmente

    O ato iniciou por volta das 7h e reuniu quase 300 alunos | Foto: Daniel Landazuri

    Manaus - Em apoio aos professores que lutam por reajuste salarial, e deflagraram greve há três semanas, aproximadamente 300 alunos, de seis escolas da rede estadual de ensino, realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira (4). O ato iniciou por volta das 7h, na avenida Grande Circular, na Zona Leste da capital, e a via chegou a ser interditada algumas vezes durante uma caminhada feita pelos estudantes. 

    A manifestação foi organizada por um aluno, por meio de um convite em uma rede social, e contou com apoio de pais e professores. Com faixas, buzinas e utensílios de cozinha, em um verdadeiro panelaço, os alunos percorreram aproximadamente 700 metros da avenida até à quadra do Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba A Grande Família, no bairro São José, onde foi realizada uma palestra com os resultados das negociações da greve. 

    “Os estudantes estão ficando revoltados por estarem sendo afetados e ficando sem aulas, mas eles concordam com o movimento dos professores e estão colaborando, pois não concordam com as nossas atuais condições de trabalho e se posicionaram em prol da nossa causa”, explicou o professor Gabriel Lima.

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    "Essa iniciativa é positiva para a nossa categoria. Os alunos têm um poder muito grande nas mãos, e eles também querem melhorias para a educação. Foi um ato maravilhoso, e é gratificante saber que contamos com o apoio dos estudantes", disse o professor Valdenizo Siqueira, que acompanhou o ato. 

    Reivindicações 

    Em greve desde o dia 22 de março, os professores reivindicam 30% de reposição da perda salarial e mais 5% de aumento real, além do pagamento de vale-alimentação e o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a classe.

    No processo de negociação, o governo alega ter concedido aumento no auxílio-alimentação, de R$ 220 para R$ 420, aos servidores, fim do desconto de 6% no vale-transporte e reajuste do auxílio de localidade, saindo dos R$ 30 atuais para três níveis de gratificação: R$ 200 para municípios mais próximos de Manaus; R$ 500 para municípios de distância média da capital e R$ 1 mil para cidades mais distantes.

    Em relação à data-base, o governo propôs aumento de 4,57% referente ao período da atual gestão em 2017 e a criação de um “gatilho”, vinculado ao aumento da arrecadação, que permitirá o pagamento das datas-bases que, segundo o governo, não foram cumpridas pelos gestores passados.

    Reposição de aulas

    Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) informou que todas as aulas terão que ser repostas pelos professores, pois a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) determina que o calendário escolar tem, obrigatoriamente, 200 dias letivos. Esses dias terão que ser cumpridos integralmente.

    Edição: Isac Sharlon

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