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    Uma pausa na folia


    Carnaval com sombra e água fresca para visitantes da Ponta Negra

    Movimentação foi pequena em um dos pontos turísticos da cidade de Manaus

    Feriado de Carnaval na Ponta Negra | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - No último dia de Carnaval, conhecido para os católicos também o último dia de “comer gordura”, a chamada terça-feira gorda de Carnaval, poucas pessoas se aventuraram a sair de casa pela parte da manhã em direção a um dos pontos turísticos mais visitados da cidade de Manaus, a Praia da Ponta Negra.

    Ainda assim, depois do desfile das Escolas de Samba na última sexta-feira (10) e no sábado (11), no Centro de Convenções, o Sambódromo, além dos blocos e bandas de Carnaval, opções em diversos pontos da cidade, algumas pessoas ainda foram curtir as poucas horas de lazer, diversão para curtir a beleza natural da Praia da Ponta Negra.

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    A professora da modalidade de Educação Infantil Terivana Macedo da Silva, de 35 anos, aproveitou o feriado para passear na Ponta Negra, junto com sua filha e seu ex-marido. Moradora do bairro Coroado, ela ficou feliz pelo título da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, no Grupo Especial, com samba enredo "Ao Mestre com carinho. Na escola da vida eu sou o Professor".

    “Estava torcendo para o Reino Unido, por causa do enredo em homenagem aos professores. Acompanhei de perto, junto com minhas amigas professoras e fiquei super feliz pelo título. Acredito que de alguma forma, a escola fez aparecer um pouco a imagem do professor, porque somente assim a classe do educador é um pouco lembrada”, comentou.

    O morador do conjunto Canaranas, na Zona Norte da cidade, o técnico em eletrônica, Vitor da Silva Barbosa, de 40 anos, não ficou muito satisfeito com o sexto lugar da Escola de Samba Mocidade Independente de Aparecida, na qual é simpatizante. O que ele comemorou mesmo foi a segurança nas ruas. Segundo ele, por onde passou viu um contingente grande da Polícia Militar, mas também aproveitou para fazer um alerta.

    “Esse ano está bem melhor em relação ao ano passado, pois tem muito policial nas ruas. Por exemplo, próximo do terminal de ônibus T3, onde as pessoas estavam brincando tinha um bom número de policiais. A movimentação de Carnaval que vi era muito bom na questão do policiamento, mas seria melhor ser fosse o tempo todo, pois ficaria mais seguro para o cidadão andar pelas ruas”, alertou.

    Já sou brasileira

    Há um ano morando em Manaus, a venezuelana Nohemi Carlg Rondon Gil, de 25 anos, já está totalmente adaptada com sua família na cidade, no total de sete pessoas. Para ela, que trabalha em um salão de beleza de manicure, não tem nada melhor do que viver na cidade, brincar de Carnaval e passear na Ponta Negra.

    “A situação na Venezuela com a crise econômica, monetária e de saúde é muito difícil mesmo. Nós viemos a Manaus para experimentar, mas deu certo. Hoje trabalho, estou passeando com minha família na Ponta Negra para tomar banho nesse rio bonito. Já brinquei de Carnaval no próprio trabalho com meus colegas de fantasia. Me sinto até uma brasileira, porque esse período é de muita alegria”, citou.

    Passeio

    A médica veterinária, Solymar Ardito Nunes, de 48 anos, mora na capital paulista, mas aproveitou o período carnavalesco para visitar a cidade de Manaus pela primeira vez. Para ela, que gosta de Carnaval, ver de perto a beleza amazônica é uma experiência incomparável, e até arriscou o ‘dois pra lá e dois pra cá’, na festa do Carnaboi, na segunda-feira (12).

    “Gostei muito da cidade, fizemos vários passeios interessantes e até nadamos com boto, além de visitar algumas aldeias indígenas. Minha escola de samba em São Paulo é o Acadêmicos do Tatuapé, do meu bairro, onde foi campeã ano passado. Fui assistir o Carnaboi e achei muito interessante a festa. O ritmo é diferente do samba. O que também percebi de bom foi a segurança e, principalmente, a exigência da documentação das crianças. Se tiver outra oportunidade, quero voltar a Manaus, gostei muito”.

    Enquanto a maioria dos brasileiros aproveitam o período carnavalesco para brincar, se divertir e extravasar o stress do cotidiano, o segurança Daniel Duarte Reis, de 33 anos, está entre os que prefere a calmaria no período. Ele aproveitou o feriado para passear com a esposa na Ponta Negra. “Sempre venho na Ponta Negra no final e semana e aproveitei o feriado para passear. Não gosto de Carnaval, para mim é perda de tempo r gasto de um dinheiro que daria para investir em outras coisas”, respondeu.

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