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    Crime na Polícia


    Polícia apresenta em Manaus mandante da morte do soldado Portilho

    Homem foi preso na cidade de Anápolis em Goiás, no dia 9 de novembro

    "Gigante" é apontado como 'mandante' da execução
    "Gigante" é apontado como 'mandante' da execução | Foto: Divulgação

    Um homem identificado como Rodolfo Barroso Martins, de 25 anos, conhecido como "Gigante", apontado pela Polícia como responsável pela autorização para a morte do soldado da Polícia Militar do Amazonas, Paulo Sérgio da Silva Portilho, ocorrida no dia 26 de maio deste ano, na invasão Vila Buriti, bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, foi apresentado à imprensa na manhã desta sexta-feita (17).

    A prisão de Rodolfo foi realizada pela Polícia Civil de Goiás, na cidade de Anápolis, no dia 9 de novembro, em um estabelecimento comercial. Uma equipe de policiais do Amazonas foi até à cidade goiana e transferiu “Gigante” para Manaus, com chegada à capital na madrugada desta sexta (17)

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    “Há cerca de um mês tivemos a localização exata do ‘Gigante’ no município de Anápolis, Logo após sabermos onde ele morava, contatamos a Polícia Civil de Goiás para realizarem o apoio logístico, para que realizassem uma ação, coordenada pela DEHS, de vigilâncias e buscas em campo. Acompanhávamos em tempo real as investigações que eram feitas e, felizmente, em dois dias conseguiram capturar Rodolfo.

     Em depoimento, ele nega tudo, dizendo que dentre os envolvidos, ele conhece apenas o “Índio”, que continua foragido” explicou o titular da unidade policial.

    O delegado explicou que, ao todo, 15 pessoas estão envolvidas na ação criminosa. Dentre elas, 12 já foram indiciadas pelo homicídio; três adolescentes foram apreendidos pela participação no delito; um jovem, identificado como José Isac Santos da Silva, o “Trem Bala”, foi encontrado morto no dia 3 de junho deste ano em um ramal na Rodovia AM-010. Um homem, identificado como Fábio Barbosa de Souza, o “Índio”, continua foragido.

    Juan Valério disse, ainda, que “Gigante” tinha o domínio das ações no dia do crime. Ele era o único que poderia dizer para soltarem ou não o soldado Portilho, mas mesmo assim ele determinou a execução.

    Nos autos do processo, Rodolfo é ligado diretamente a “João Branco”, um dos chefes de uma facção criminosa que atua no Estado. O infrator realizava o recolhimento do dinheiro oriundo da comercialização de substâncias ilícitas nos pontos de vendas de drogas na invasão Vila Buriti, todas as segundas-feiras.

    Em depoimento, Rodolfo relatou que fugiu para Anápolis pois estava com medo de ser morto. “Os envolvidos no crime relataram à polícia que temiam por suas vidas, que “Gigante” determinou a execução sem consultar a cúpula da facção que fazia parte. Os criminosos pensavam que pelo número de pessoas envolvidas no homicídio, o caso ficaria no anonimato", finalizou Valério.

    Rodolfo foi indiciado por homicídio qualificado. Ao término dos trâmites legais na unidade policial, o infrator será encaminhado para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde ficará à disposição da Justiça.

    Disque-Denúncia

     Para concluir, o titular da DEHS solicita que quem puder colaborar com informações que levem ao paradeiro de Fábio Barbosa de Souza, o “Índio”, entrar em contato com a equipe da especializada pelo número: (92) 98118-9535, o disque-denúncia da unidade policial. A autoridade policial assegura o sigilo da identidade dos informantes.

    Entenda o caso:

    O soldado da Polícia Militar Paulo Sérgio da Silva Portilho, 34, foi agredido e esfaqueado pelo menos 13 vezes antes de ser enterrado em uma cova na periferia de Manaus. 

    Segundo o delegado Juan Valério, a vítima chegou à invasão Buritizal Verde, no bairro Nova Cidade, Zona Norte, por volta das 21h30 da última sexta-feira (26), procurando informações sobre como poderia comprar um lote de terra no local. Ao ser identificado como policial, um grupo, pertencente a uma facção criminosa, o agrediu e o matou com pelo menos 13 facadas. 

    O corpo do policialfoi encontrado na tarde do dia 30 de maio por uma cadela do canil da PM. O cadáver não apresentava aparentemente sinais de tiro e estava enterrado em uma área da invasão. 

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