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    Como reduzir o prejuízo com o carro numa enchente

    As pessoas que tiveram seus carros submersos não devem dar partida sem antes verificar se entrou água no motor.

    Chuvas fortes deixaram áreas alagadas e carros submersos. | Foto: Jorge Araujo/FotosPublicas

    As chuvas fortes que têm caído em várias regiões brasileiras neste começo de ano deixaram muitas áreas alagadas e carros submersos. Para evitar mais prejuízos materiais, o engenheiro mecânico Denis Marum, adverte que as pessoas que tiveram seus carros submersos não devem dar partida sem antes verificar se entrou água no motor.

    Para verificar se entrou água dentro do motor, Denis Marum ensina:

    1) abrir o compartimento do filtro de ar e verifique se o filtro está molhado. Se tiver tudo seco ok, pode dar partida.

    2) Se o filtro estiver molhado ou tiver água no compartimento do filtro será necessário guinchar, levar no mecânico para retirar as velas e tirar a água de dentro dos cilindros e substituir o óleo do motor.

    Avarias

    As avarias podem ir de um simples encharcado no assoalho até a cobertura completa do sistema elétrico e eletrônico, que não possuem proteção contra uma inundação. A questão é que, quanto maior o nível da água dentro do carro, maior será o custo da reparação. 

    A reparação geralmente consiste de limpeza e higienização do ambiente até a substituição de componentes que foram afetados pela água. Um motor, por exemplo, que estava funcionando na enchente e parou de repente, necessitará de uma retífica se o mesmo for constatado com um calço hidráulico, por exemplo.

    A limpeza de interior e sua higienização tem custos que podem variar de R$ 400 a R$ 2.000, dependendo da intensidade dos estragos provocados pela enchente.

    Mas, se o nível da água subiu de tal forma que atingiu diversos componentes eletrônicos ou mesmo afetou o funcionamento do motor, os custos podem ser exorbitantes mesmo para carros comuns. Nesse caso, os orçamentos poderão variar muito conforme o tipo de dispositivo e grau de dano verificado no propulsor. Pode-se imaginar algo entre R$ 10.000 e R$ 40.000.

    Tudo vai depender da marca, modelo, nível de sofisticação, motorização e origem, esta última ainda mais influenciadora na hora de cotar o orçamento.

    Para quem tem seguro, é necessário verificar se o mesmo tem cobertura para danos de causados por alagamentos. Afinal, um veículo pode ser tanto atingido na rua, quanto na própria garagem do proprietário. 

    Se chover, o que faço?

    1-Evite transpor vias alagadas.

    2-Antecipe seu trajeto se conhece os locais de alagamento frequente.

    3-Diante de um local onde nenhum veículo esteja passando, o recomendável é dar meia volta e procurar uma passagem mais segura. Mas, se não for possível retornar, espere a água baixar, use de paciência nessas horas e não tente passar por uma rua próxima de rio ou ponte. Se não conhecer, não se arrisque. Se os veículos estão atravessando, cautela vem em primeiro lugar.

    4-Em carros manuais, mantenha a primeira marcha e dose a embreagem para que a rotação fique elevada e a marcha seja mantida. Em automáticos, coloque nas posições L ou 1. Se o mesmo não tiver essas opções no seletor, coloque em modo manual, a fim de evitar que a transmissão mude para uma segunda marcha. A ideia é sempre manter a rotação em alta para que não entre água pelo escapamento e o veículo tenha uma progressão lenta, mas constante.

    5-Nunca entre em velocidade alta, evite fazer onda para que o motor não aspire água. O ideal é que o nível esteja abaixo da metade da porta, pois assim a água não deverá afetar componentes eletrônicos e o motor.

    6-Mantenha distância do veículo à frente. Caso o motor morra, não religue e procure abrigo.

    7-Se a água subiu rapidamente, o ideal é buscar um local elevado, procurando abrigo se o nível ou a correnteza começar a ganhar altura e força.

    8- E, acima de tudo, nunca arrisque a vida para salvar o veículo. Lembre-se que outro pode ser comprado, sua vida não…

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