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    Saúde ocular


    Miopia atinge mais de 90% da população mundial, diz médico de Manaus

    Hereditariedade e maus hábitos estão ligados a este problema de visão que atinge cada vez mais as crianças

    Segundo Tufi, o aconselhado é que a criança vá ao oftalmologista pelo menos a cada seis meses. | Foto: Márcio Melo

    Manaus - A miopia tem se tornado cada vez mais comum dentre os problemas oftalmológicos. E nesse contexto, a miopia infantil também tem crescido estatisticamente. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) informam que a miopia atinge 1 bilhão de pessoas no mundo atualmente, e estima-se ainda que até 2050, a metade da população mundial seja míope. No Brasil, até 2020, o índice deve aumentar de 27 para 50, 7%. 

    A miopia é um defeito de refração em que os raios luminosos são formados antes da retina, que é a membrana no olho responsável por formar os estímulos luminosos em nervosos, que são enviados ao cérebro para que a imagem seja lida. Resumidamente á a dificuldade de enxergar bem algo que está distante. Uma pessoa míope enxerga normalmente coisas próximas, porém, quando se refere a distância, a visão fica desfocada.

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    Segundo o oftalmologista Tufi Filho, 95% da população mundial já nasce com problemas de visão e somente 5% nasce com a visão perfeita. Desse total, 15% têm dificuldades  para enxergar a distância.

    "Além da questão genética, o caso costuma se manisfestar ainda na infância, principalmente, se a criança é usuária de objetos que forcem a visão. O uso demasiado de smartphones, tablets, ficar muito tempo em frete à tela do computador e leitura em lugares com pouca iluminação, são alguns dos exemplos que podem contribuir para o surgimento desse defeito de refração, como chamamos a miopia", disse Tufi.

    O oftalmologista explica ainda que, atualmente, as crianças estão mais ligadas aos objetos eletrônicos. "Isso não é bom para olhos, pois força o músculo mudando o formato do córnea e ela fica mais curva que o normal, resultando numa visão borrada, desfocada", explica.

    Dr. Tufi Salim Jorge Filho, oftalmologista.
    Dr. Tufi Salim Jorge Filho, oftalmologista. | Foto: Márcio Melo


    Há suspeitas que o estilos de vida dessas crianças também possa influenciar na saúde da visão. Estudos já mostraram que crianças que brincam e passam mais tempo em lugares ao ar livre tem menos chance de desenvolver ou agravar a miopia do que aquelas que ficam muito tempo dentro de ambientes internos.

    Já entre os sintomas que possam sinalizar a miopia, o médico detalha que as pessoas devem ficar em alerta para queixas de dores de cabeça e enxaqueca constante, ardência nos olhos, fadiga, irritabilidade e dificuldade no aprendizado.

    Diagnóstico

    De acordo com Tufi, além dos sintomas já conhecidos, os responsáveis podem evitar algumas situações. "Leitura muito próxima a visão, sentar muito perto da televisão por muito tempo, forçar o olho para focar algo também podem ser indícios da doença", alerta.

    Mesmo com os sintomas, nada substitui a consulta médica. Segundo Tufi, o aconselhado é que a criança vá ao oftalmologista por, pelo menos a cada seis meses. 

    Tratamento

    O problema em grande parte é resolvido mediante o uso de óculos, mas existe ainda a opção do uso das lentes de contato, que não são indicadas para crianças, ou em casos extremos, a cirurgia ocular. 

    Vale ressaltar que se não tratada, a miopia, a longo prazo, pode causar até mesmo uma cegueira parcial, surgimento de cataratas ou um desprendimento de retina, que é a perda da visão periférica, quando o tecido da parte anterior do olho se descola da camada de vasos sanguíneos que fornecem o oxigênio e os nutrientes necessários. O médico ressalta ainda que não existe tratamento medicamentoso para a miopia.


    Edição: Luís Henrique Oliveira


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