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    Técnico da seleção das Ilhas Virgens, amazonense foi descoberto em 'pelada'

    Em conversa com a reportagem do EMTEMPO, Ruy Castelo Branco falou sobre a trajetória e sua mais recente missão

    Ruy também acumula a função de técnico da seleção de beach soccer da Florida National University | Foto: Arquivo Pessoal

    Descoberto numa pelada na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o ex-atleta profissional de futebol de areia amazonense Ruy Castelo Branco, 31, teve uma surpreendente trajetória de ascensão no esporte. Hoje treinador da seleção nacional de beach soccer das Ilhas Virgens, ele ajuda a desenvolver o futebol de areia no país caribenho e prepara a seleção nacional do país para as Eliminatórias da Concacaf, torneio classificatório para a Copa do Mundo da modalidade.

    Em conversa com a reportagem do EMTEMPO por telefone, ele falou um pouco sobre a trajetória no esporte e sua mais recente missão, um misto de tanta responsabilidade e orgulho para ele. “Foi um orgulho enorme pra mim (ter sido chamado para dirigir a seleção), pois sei o quanto é importante representar um país. Sei da responsabilidade de se executar um bom trabalho, pois toda uma nação está sendo representada por você e por aqueles jogadores”, diz Ruy.

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    O treinador falou sobre os planos para a equipe nacional das Ilhas Virgens, ainda em ascensão no cenário do futebol de areia mundial. “Os planos de agora em diante serão de focar no processo de desenvolvimento do esporte tanto nas Ilhas Virgens quanto nos EUA, onde vivo atualmente”, diz ele, que organiza clínicas e torneios da modalidade, fazendo intercâmbio entre os dois países.

    “No começo do ano que vem, vou às Ilhas Virgens para ficar por um mês treinando a equipe e, no mês seguinte, eles virão a Miami para treinar por mais um mês para a disputa de alguns campeonatos locais aqui dos EUA, no qual participam times do Mundo todo, como Barcelona (Espanha), Botafogo (Brasil), entre outros. “Será uma espécie de preparatório para as eliminatórias de 2019”, diz ele.

    Da pelada ao Mundial

    Nascido em Manaus, Ruy Castelo Branco se mudou para o Rio de Janeiro aos 15 anos. Jogando futebol na praia, foi descoberto pelo técnico Rogério Vilela, que à época era treinador do time de futebol de areia do Flamengo e auxiliar técnico da Seleção brasileira, à época sob o comando de Alexandre Soares, recordista mundial de Copas do Mundo de Beach Soccer da Fifa, com quatro títulos.

    Descoberto em um jogo informal na praia de Copacabana, Ruy cresceu no esporte e foi jogador profissional, dirigente e hoje é técnico e referência na modalidade
    Descoberto em um jogo informal na praia de Copacabana, Ruy cresceu no esporte e foi jogador profissional, dirigente e hoje é técnico e referência na modalidade | Foto: Arquivo pessoal

    Passando a treinar no Rubronegro carioca, chegou a ser convocado para a Seleção brasileira, em 2003, sendo o mais novo de um memorável time de feras. “Eu não cheguei a ir para o Mundial, fui cortado, mas tive a oportunidade de treinar com a melhor seleção de todos os tempos, que tinha júnior Negão, Benjamin, Neném, Juninho, Jorginho, Robertinho...”, disse Ruy, orgulhoso.

    Como atleta do Flamengo, ele conquistou o ouro no Mundialito de Clubes, em 2012, e na Copa Brasileira de Beach Soccer, em 2013. Ruy também formou, no mesmo ano, o Departamento de Beach Soccer no Fluminense, sendo o precursor dentro do clube do Rio de Janeiro.

    De volta a Manaus, foi fundador da Federação de Beach Soccer do Amazonas, tendo participado da concepção da primeira Copa do Brasil de Beach Soccer na capital amazonense. Enquanto dirigente, ele conta ter ajudado a conquistar o recorde mundial de público em uma partida da modalidade, reunindo cerca de 22 mil pessoas no Centro Cultural dos Povos da Amazônia, em 2011.

    Carreira internacional

    No âmbito internacional, deu os primeiros passos em 2015, quando foi convidado para ser diretor de futebol do Miami Beach FC, clube fundado por Alexandre Soares na cidade americana. Da pelada na praia ao comando de uma seleção internacional, o amazonense mostrou que sua evolução no esporte não tem limites. Sorte da seleção das Ilhas Virgens, do Miami Beach FC e da seleção de beach soccer da Flórida National University, onde também é o treinador.

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