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    opinião: cristina monte


    O futuro do mercado a partir da quarta revolução industrial

    Com a Internet das Coisas, tudo ao nosso redor ficou conectado. Estar preparado para o novo mercado nunca foi tão imprescindível

    Com oportunidades de refletir na nova construção da indústria da tecnologia, a jornalista Cristina Monte pondera sobre o desafio da qualificação | Foto: Arquivo pessoal

    Manaus - Não é novidade que a Internet das Coisas (IoT) está presente nas máquinas de cartões de crédito, rastreadores de veículos,  TVs e geladeiras inteligentes. Mas, isto é só a ponta do iceberg e apenas uma das tecnologias da 4ª Revolução Industrial ou Indústria 4.0, como também é chamada.

    Para acompanhar esta realidade e atender às novas demandas, o mundo do trabalho segue tentando se ajustar. Tudo o que conhecemos na esfera profissional se desmancha no ar enquanto novos modelos de negócios e profissões entram em cena, muitas desaparecerão e outras se reafirmarão. Esse é o caso do pessoal da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

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    Conforme estudo desenvolvido e apresentado pelo Senai no mês passado, as profissões ligadas ao setor de TIC, como analista de IoT (Internet das Coisas), engenheiro de cibersegurança, analista de segurança e defesa digital, especialista em big data e engenheiro de software serão os mais requisitados para o atendimento da Indústria 4.0.

    A indústria holística

    Tudo porque o novo modelo industrial, que envolve diferentes tecnologias e muita inovação, será pautado na integração sistêmica dos processos de produção e demais áreas fabris, de modo a enxugar custos relacionados ao desperdício, insumos e com pessoal, aumentando a produtividade e tornando o negócio mais competitivo e, portanto, rentável.

    A integração propõe, por exemplo, o cruzamento de dados, que fornecem uma visão ampliada do negócio e permite a formulação de estratégias cada vez mais eficientes e certeiras, orientando a direção da empresa a tomar as melhores decisões, diminuindo riscos.

    Outra vantagem é a infinidade de novos produtos que serão fabricados em decorrência das novas tecnologias, o que deve aquecer o mercado consumidor, ávido por novidades.

    Diante desse novo panorama, não há como pensar o futuro do planeta sem o pessoal da TIC. É quase queijo com goiabada, com sabor de tecnologia!

    E um dos motivos que impulsionam o setor pra frente é o quesito segurança no mundo digital. Pois, em tempos de redes sociais e armazenamentos em nuvem, proteger o território virtual é como proteger a própria residência. É muita criptografia no ar!

    O desafio da qualificação

    Mas, há outras preocupações não menos importantes, uma delas diz respeito à qualificação, pois - no Brasil - o desafio-central é capacitar gente pra atuar nesse novo cenário das fábricas inteligentes, as quais exigirão do profissional poder de reflexão, análise conjuntural e outras habilidades comportamentais aliadas às técnicas, que exigem aperfeiçoamento constante!

    Antenada às transformações que a indústria nacional precisa passar e tirar o atraso, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) pretende se aproximar das startups de base tecnológica, propondo ao novo governo a criação de um fundo oriundo dos recursos da Lei de Informática, no total de 1,6 bilhões, conforme reportagem do mês passado do jornal O Estado de São Paulo.

    A proposta é sinal de que as indústrias estão se mexendo e já se deram conta de que se nada for feito perderão competitividade no mercado internacional, porém se esse projeto vingar precisaremos de muita gente qualificada.

    Pós-graduação gratuita

    Em relação a isso e em abrangência local, a Fundação Muraki está financiando e coordenando, por meio de recursos obtidos das empresas incentivadas pela Lei de Informática, conforme acordo contratual com o MDIC, Suframa e Capda, a pós-graduação em Internet das Coisas (IoT) em parceria com a Ufam, por meio do Instituto de Computação (Icomp).

    O curso surgiu de uma demanda das empresas do DI e é gratuito aos alunos. A proposta é qualificar profissionais, que ao final da pós, sejam capazes de atuar no mercado nesse cenário de completa transformação, onde os objetos ou coisas são conectados à internet e possam ser acessados remotamente.

    A era da inteligência

    De acordo com o coordenador do Programa de Pós-graduação em Informática (PPGI) da Ufam, professor Eduardo Souto, o País precisa acelerar a questão da qualificação.

    “Estamos avançando, mas o Brasil precisa avançar ainda mais nesse sentido, caso contrário continuará perdendo competitividade no mercado externo. Um ponto-chave nessa revolução industrial é a capacitação dos recursos humanos que trabalham na indústria, é exatamente o que estamos tentando fazer com esse curso”.

    Afinal, aliar qualificação à tecnologia parece tão inteligente quanto às novas fábricas!

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