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    Editorial


    Vergonha Nacional: municípios amazonenses na berlinda

    Dois municípios amazonenses, Ipixuna e Lábrea, acabam de ser apontados no último lugar do ranking do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), registrando os mais baixos índices de atendimento básico de saúde.

    Ipixuna, com 0,3214 pontos, é a cidade menos desenvolvida do país
    Ipixuna, com 0,3214 pontos, é a cidade menos desenvolvida do país | Foto: Reprodução

    Mais uma vez o Estado do Amazonas – que poderia ser um dos mais ricos do país, se explorasse suas potencialidades – é exposto a uma situação vexatória, que só nos causa vergonha.

    Dois municípios amazonenses, Ipixuna e Lábrea, acabam de ser apontados no último lugar do ranking do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), registrando os mais baixos índices de atendimento básico de saúde.

    Ipixuna

    Ipixuna, com 0,3214 pontos, é a cidade menos desenvolvida do país. O município ocupava, em 2016, a 5471ª posição. Lábrea também aparece ainda entre os municípios com os piores índices de desenvolvimento, em 5468º lugar.

    Divulgado ontem (28) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com base em dados de 2016, o IFDM 2018 monitora os indicadores sociais em 5.471 municípios onde vivem 99,5% da população brasileira. O estudo adota uma escala de avaliação que vai de 0 a 1 - quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento do município.

    A situação degradante dos nossos municípios pode ser novidade para o resto do país, que recebeu com perplexidade o resultado da pesquisa. Mas não para nós do Amazonas, que conhecemos a triste realidade de nossos municípios, principalmente em relação à saúde, educação e geração de emprego.

    O estado de abandono e isolamento perdura há décadas, mas piorou com o impacto da retração econômica, que levou a uma queda de 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, com reflexos nas vertentes que compõem o estudo: emprego e renda,

    O quadro não é diferente em outros estados do país. Miséria tem em todo lugar, principalmente em um país que está à deriva como o nosso.

    O segundo pior IFDM, por exemplo, foi verificado na cidade de Sebastião Barros, no Piauí, que apresentou queda nos três índices do estudo, principalmente em educação, com destaque para o aumento das taxas de abandono de escola.

    A cidade de Santa Rosa do Purus, no Acre, com 0,3570 ponto, é a terceira pior colocada no ranking.

    Paradoxalmente, ainda tem político amazonense querendo aumentar o número de municípios.

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