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    Editorial


    Um Faroeste baré

    Pode parecer clichê, mas a violência desenfreada que assola o povo está tomando proporções mais que alarmantes. Somos noticiário de jornais do Brasil inteiro, praticamente todos os dias, e pela pior razão possível: o Faroeste baré no qual nos transformamos

    Em pesquisa recente, Manaus foi considerada a 34ª cidade mais violenta do mundo
    Em pesquisa recente, Manaus foi considerada a 34ª cidade mais violenta do mundo | Foto: Marcely Gomes

    Não há como iniciar este texto sem dar PARABÉNS, assim, em maiúsculo mesmo, aos nossos homens da lei que saem de casa todos os dias para defender pessoas que sequer conhecem, isso sem a certeza do retorno para o seio da família.

    E não dá para continuar escrevendo sem falar um pouco sobre o Velho oeste, Oeste selvagem ou Faroeste – como é denominado, de forma popular, o período histórico que ocorreu entre os anos de 1860 a 1890, nos Estados Unidos.

    O Faroeste que conhecemos é uma terra sem lei, na qual todos resolviam seus problemas na bala, um paraíso de assassinos e ladrões, que matavam, saqueavam e roubavam, fosse dia ou noite, aos olhos de todos, na maioria das vezes sem punição alguma.

    Você deve ter se perguntado se falamos do Velho Oeste ou de Manaus. Contudo, qualquer semelhança não é mera coincidência. E essa foi a metáfora perfeita para falar sobre a terra sem lei que Manaus é hoje

    Se você liga a TV – execução em Manaus -; compra um jornal para ler, a primeira frase lida é “execução em Manaus”.

    Pode parecer clichê, mas a violência desenfreada que assola o povo está tomando proporções mais que alarmantes. Somos noticiário de jornais do Brasil inteiro, praticamente todos os dias, e pela pior razão possível: o Faroeste baré no qual nos transformamos.

    São assassinatos, assaltos, furtos, espancamentos, sequestros...

    O fato é que a violência está assolando a todos, sem escolher hora, data, cor ou classe social.

    Em pesquisa recente, Manaus foi considerada a 34ª cidade mais violenta do mundo.

    Nós, pessoas de bem, esperamos, do fundo do coração, que Manaus volte logo a ser a nossa Manaus, aquela em que podíamos sentar na calçada de casa, conversar até altas horas da noite, andar pelas ruas sem achar que fogos são tiros.

    Em resumo, sonhamos em ter de volta a nossa paz.


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