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    Editorial


    População do Amazonas é refém da incompetência

    A promessa de arrumar a casa não foi cumprida, e, em dez meses, nosso Estado virou um caos. Imagina como poderá ficar daqui 4 anos?

    A pobre população se tornou refém do medo causado pelo poder paralelo que se implantou na cidade
    A pobre população se tornou refém do medo causado pelo poder paralelo que se implantou na cidade | Foto: Ricardo Oliveira

    Manaus, outubro de 2022, três anos após a reeleição do governador – A violência simplesmente impera na cidade, a taxa de crimes ultrapassa uma alta de 1.000% em relação ao ano anterior. Nas ruas, homicídios, latrocínios, assaltos, todo tipo de violência simplesmente quadruplicou, mortes por “bala perdida” se tornaram rotina. Em 80% dos bairros da capital, a polícia não entra, policiais não andam mais fardados por medo de serem assassinados no meio da rua. A pobre população se tornou refém do medo causado pelo poder paralelo que se implantou na cidade.

    Dispensas de licitação continuam, apadrinhados do governo, a exemplo do ano de 2018, recebem quase R$ 1 bi, e a CPI acabou sendo freada pelos apoiadores do governador. Concursos prometidos não ocorreram; apesar dos alertas, o mandatário reeleito do Estado não se importou com a extrapolação do limite prudencial de gastos com pessoal.
    A economia entrou em declínio, a cesta básica amazonense é a mais cara do país, empresas do polo Industrial de Manaus (PIM) acabaram deixando a Zona Franca e centenas de trabalhadores acabaram ficando desempregados.
    A Saúde? No ano anterior, somente no primeiro semestre, cerca de 150 pacientes renais morreram sem que nada fosse feito, sem atendimento, à míngua, neste ano o número dobrou, tudo aquilo dito na campanha passada não passou de promessa. Faltam médicos, faltam remédios, faltam equipamentos, faltam leitos, falta um governo que se importe.
    E você aí do outro lado, o que acha?

    A promessa de arrumar a casa não foi cumprida, e, em dez meses, nosso Estado virou um caos. Imagina como poderá ficar daqui a 4 anos?
    Tudo que foi dito acima não foi algo pessimista ou alarmista, tampouco um desejo. Entre outras coisas, foi uma crítica e uma previsão.

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