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    Editorial


    O lado obscuro da política: políticos defendem apenas classes

    O certo nessa história toda é que o brasileiro não tem um candidato com ideias concretas e resultados claros para toda a sociedade

    População terá uma difícil escolha pela frente | Foto: Divulgação

    Manaus - A revista britânica “The Economist” acertou em tecer o comentário de que o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) é desastroso, racista e uma ameaça à democracia brasileira, mas também esqueceu de comentar que Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Cabo Daciolo (Patriotas), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC), Marina Silva (Rede), Vera Lúcia (PSTU) e a incógnita no Partido dos Trabalhadores podem trazer um lado obscuro para o futuro do nosso país.

    O certo nessa história toda é que o brasileiro não tem um candidato com ideias concretas e resultados claros para toda a sociedade. Cada um desses políticos vai defender uma classe, não o Brasil como todo. Com isso, temos aquelas velhas perguntas no ar: Em quem votar? O que ele vai fazer? Vai mudar o quê?

    O eleitor não vai ter apenas dificuldades em votar para presidente da República, mas também terá muitos problemas na sua decisão para a escolha de senadores, governadores, deputados federais e estaduais, pois as opções estão escassas.

    Nesse conto do vigário politiqueiro, o vencedor (político) terá muitos benefícios como: auxílio paletó, moradia, carro, gasolina, aviões e, para fechar com chave de ouro, aumentará sua renda per capita em quatro anos.

    O cidadão precisa ficar atento e não se enganar com velhas histórias, debates sem nexo ou causa, ouvir aquela história da carochinha onde os candidatos prometem que irão acabar com a insegurança, trarão mais creches, escolas para as zonas periféricas, melhorará a economia do país, pois, no final das contas, quem continuará na lama é o pobre, enquanto o rico e o político se beneficiarão do dinheiro público novamente, até o fim do mandato.

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