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    Caso Sotero


    MP é contra anulação de prisão de delegado que matou advogado no Porão

    Promotor de Justiça diz que além dos motivos expostos, o delegado já tinha cometido e se envolvido em outras situações passíveis de punição

    Delegado está preso na carceragem da Delegacia Geral (DG), bairro Dom Pedro, Zona Oeste. | Foto: Divulgação

    Manaus - Os advogados de defesa Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza, do delegado da Polícia Civil (PC) Gustavo Sotero, tiveram um parecer negativo ao pedido de revogação da prisão preventiva, de acordo com entendimento do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), emitido na última quinta-feira (12). Preso na carceragem da Delegacia Geral (DG), bairro Dom Pedro, Zona Oeste, no próximo dia 25, ele completa cinco meses na prisão.

    O delegado foi preso por homicídio qualificado ao advogado Wilson Justo Filho, na casa noturna Porão do Alemão, na Estrada da Ponta Negra, Zona Oeste da cidade. Além disso, ele responde por tentativa de homicídio contra a esposa da vítima e mais duas pessoas atingidas pelo disparo do policial.

    De acordo com o promotor de Justiça, Armando Gurgel Maia, o Ministério Público deu um parecer desfavorável em virtude dos fatos já conhecidos e comprovados, na qual constatou ocasionou vitimando o advogado, ferindo pessoas e que poderia atingir os outros frequentadores da casa de show.

    “O parecer foi pela continuidade da prisão preventiva, primeiro porque, na verdade o Ministério Público, entendeu que eles afirmam não existe o requisito da prisão, mas já foram analisados pelo juiz plantonista que determinou a prisão preventiva. O juiz fundamentou no caso completo, justamente, porque foi um crime cometido por perigo comum diante de vários disparos que atingiram outras vítimas”, disse, mas ainda acrescentou.

    “A decisão do juiz já foi nesse sentido pela periculosidade do agente. Esse é o entendimento do supremo, quando o crime tem essa periculosidade clara do agente, foi justamente um crime que foi cometido de forma bem abusado, prudente, enfim, demonstra que ele não tem freios em uma situação dessas. Existe a periculosidade dele, que nessa linha, se eles não concordam com isso, no caso deveria haver recurso ou habeas corpus, pois foi o parecer nesse sentido, bem técnico”, finalizou.

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    Para o promotor de Justiça, além dos motivos expostos, o delegado já tinha cometido e se envolvido em outras situações passíveis de punição, mas que ele conseguiu se livrar. Para ele, ficou claro que o policial tem um antecedente de ser uma pessoa muito violenta e medir as consequências de seus atos.

    “Cito que existia um episódio anterior envolvendo o delegado, que existe filmagens disponíveis no youtube e também em páginas de diversos jornais, onde esse material foi trazido aos autos num pen drive e está disponível. Também faço referência a esses links na internet, que é algo de notoriedade pública, portanto, independe até de provas. É um fato conhecidíssimo, que ele foi regrado por bebida alcoólica, saindo do estabelecimento, do mesmo onde teve um acidente de transito. Teve um tenente da PM, citou inclusive que ele chegou a apresentar perigo ao sacar a arma dele. É um incidente que houve uma progressão da atitude do delegado, o que demonstra mais ainda a periculosidade dele”, explicou.

    Entenda o caso

    Na madrugada do último dia 25 de novembro, o delegado Gustavo Sotero atirou e matou, com quatro tiros, o advogado depois que a vítima desferiu um soco contra o policial. Durante os disparos, Sotero ainda atingiu outras três pessoas. O crime aconteceu no interior da casa noturna Porão do Alemão, na Zona Oeste de Manaus.

    No vídeo divulgado pelo estabelecimento e cedido à polícia, aparece o momento exato quando o policial leva o soco e, em seguida, dispara à queima-roupa, contra o advogado. A motivação para o crime, segundo testemunhas, teria sido provocada pela atitude do policial de assediar a mulher do advogado.


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