Fonte: OpenWeather

    Estupro de vulnerável


    Estudante estuprada por empresário não recebia dinheiro, diz polícia

    Todo o lucro do programa ficava com a tia da vítima. A agenciadora, inclusive, obrigava a sobrinha a manter relações sexuais mesmo doente. Empresário foi preso em flagrante por estupro de vulnerável

    O empresário Fabian Neves dos Santos, de 37 anos, pagava até R$ 1 mil pelos programas sexuais | Foto: Josemar Antunes

    Manaus - Durante apresentação, na manhã desta quarta-feira (8), do empresário Fabian Neves dos Santos, de 37 anos, preso na tarde de terça (7), dentro de um quarto de motel com uma adolescente de 13 anos, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que o homem pagava R$ 1 mil pelo programa sexual. No entanto, a vítima não usufruía do dinheiro, que ficava todo com tia e agenciadora, uma mulher de 28 anos, que também foi presa em flagrante. 

    Confira reportagem sobre o caso | Autor: TV Em Tempo

    A delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), disse que as investigações ocorreram após os policiais civis receberem denúncia do Conselho Tutelar da Zona Norte, informando que uma criança sofria violência sexual. Fabian foi preso dentro de um motel, na avenida Elias Ramires Bentes (antiga rua Liberdade), bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte.

    “A criança relatou os abusos de estupro para a direção da escola, onde estudava, e que era obrigada a fazer sexo mesmo doente. A tia e agenciadora da vítima a ameaça e a torturava psicologicamente para obter lucros com os programas sexuais, que não recebia nenhum valor”, explicou a delegada Joyce Coelho. 

    Leia também: Na Cidade Universitária, corpo é encontrado em decomposição

    A tia da criança e o empresário se negaram a falar com a imprensa
    A tia da criança e o empresário se negaram a falar com a imprensa | Foto: Josemar Antunes

    A delegada ressaltou, ainda, que a tia da menina integra uma rede de exploração sexual formada por mais quatro pessoas. Os valores pagos pelos programas sexuais variavam de R$ 500 a R$ 1 mil.

    Com o empresário, a tia já havia marcado outros encontros com a menina e recebia dinheiro nos locais. No carro dele, a equipe de investigação da Depca apreendeu cerca de R$ 10 mil, onde parte do montante seria pago pelo ato sexual.

    “É uma rede de exploração sexual e todas essas pessoas envolvidas estão sendo investigadas. Ninguém ficará impune desse crime”, garantiu a delegada Joyce Coelho.

    A delegada Joyce Coelho informou que investiga uma rede de exploração sexual
    A delegada Joyce Coelho informou que investiga uma rede de exploração sexual | Foto: Josemar Antunes

    A reportagem tentou falar com a tia da criança e com o empresário, mas ambos usavam camisas para cobrir o rosto e preferiram manter o silêncio. Fabian foi atuado em flagrante por estupro de vulnerável, enquanto a mulher foi autuada em flagrante por favorecimento da prostituição ou exploração sexual.

    Eles serão levados para audiência de custódia no Fórum Henoch Reis, no bairro São Francisco, Zona Sul, onde o juiz decidirá pela prisão ou liberdade.

    Edição: Isac Sharlon

    Leia mais: Em Manaus, criança é estuprada por homem considerado amigo da família

    Dia do Combate ao Abuso Sexual Infantil é grito de alerta

    Com 771 casos em 2017, Amazonas realiza ato contra abuso infantil

    CIDADANIA

    Comentários