Fonte: OpenWeather

    Investigação


    Mãe de santo morre após ter corpo queimado em terreiro de Manaus

    A vítima teve 30% do corpo queimado. Ela estava internada desde o dia 30 de julho 28 de Agosto

    Luiza Barros de Aguiar, de 61 anos, teve 30% do corpo queimado durante ritual de magia negra | Foto: Josemar Antunes

    Manaus -  A morte da dona de casa Luiza Barros de Aguiar, de 61 anos, conhecida como “Mãe Luiza do Mineiro”, nome em alusão a uma entidade espírita, ainda é cercada de mistério.

    A mãe de santo estava internada em estado grave desde o dia 30 de julho deste ano no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus. Ela teve 30% do corpo queimado durante um suposto ritual religioso.

    Ao Em Tempo, familiares relataram que o fato ocorreu, por volta das 22h, em uma casa alugada para rituais de “magia negra”, na rua Passos de Miranda, no beco Paisandu, bairro Petrópolis, Zona Sul da capital amazonense.

    Luiza participava de um ritual acompanhada de dois homens, um de 20 e outro de 24 anos, que seriam companheiros.

    Leia também: Motoqueiro sofre fratura exposta em acidente no Novo Israel

    Uma testemunha ocular contou aos parentes da vítima que viu ‘Mãe Luiza do Mineiro’ saindo da residência com o corpo em chamas. A vítima, ainda, chegou a pedir ajuda de populares, mas foi puxada novamente para dentro do imóvel pelos dois homens. Eles teriam jogado álcool no corpo da vítima, que teve o rosto e tórax queimados.

    “Quando cheguei ao local encontrei minha sogra sentada em uma poltrona, com queimaduras graves. Os dois homens não estavam mais na casa. Vamos buscar justiça para essa mãe de família que não era uma pessoa ruim”, explicou Nelmara Pinheiro Veiga, de 32 anos, nora da vítima.

    Luiza foi socorrida e levada por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até a unidade hospitalar, onde morreu por volta das 7h15 desta terça-feira (7).

    Familiares acreditam que ‘Mãe Luiza do Mineiro’, que tinha mais de 40 anos de serviços de umbanda, foi vítima de uma prova de ritual. Segundo a família da vítima, a mulher não tinha inimigos e sempre costumava frequentar outras casas de umbanda.

    “Acreditamos que esse homem queria mostrar que tinha mais poder e que o caboclo dele era melhor para que outras pessoas pudessem acreditar no poder dele e aderia as chamadas ‘provas’ no terreiro. Ficamos sabendo que não é a primeira vez que ele faz este tipo de coisa”, comentou o filho da vítima, o pedreiro Klinger Barros, de 33 anos.

    Por telefone, o Em Tempo conversou com o homem de 24 anos. Ele chegou a declarar que o companheiro, de 20 anos, não estava na residência no momento do fato.

    Questionado sobre a morte de 'Mãe Luiza do Mineiro', o homem informou que só falaria sobre o caso na presença de seu advogado. Ele pediu que retornassem a ligação em alguns minutos para repassar o contato do advogado, porém não atendeu as outras ligações.

    A reportagem tentou contato pelos telefones (92) 9 9366-62xx e (92) 9 9300-34xx com o representante da Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama), mas as ligações não foram atendidas. O Em Tempo aguarda posicionamento da entidade. 

    O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A família deve prestar esclarecimentos sobre o caso na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

    Leia mais: 

    Ladrões fingem ser estudantes e roubam iPhones em shopping de Manaus

    Trio armado assalta rota com trabalhadores do Distrito Industrial

    Empresário preso com menor em motel é solto em audiência de custódia

    Comentários