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    Luto


    Velório de dono de casa de forró é marcado por pedido de Justiça

    Ao Em Tempo, família negou que Diego tivesse envolvimento com o crime. Ele, com o dinheiro da casa noturna, ajudava projetos sociais e esportivos do Alvorada

    A família negou o suposto envolvimento de Diego com uma organização criminosa
    A família negou o suposto envolvimento de Diego com uma organização criminosa | Foto: Arquivo Pessoal


    Manaus – O velório do empresário Diego Maurício Soares, de 22 anos, morto na noite de domingo (1°), com tiros na cabeça após uma suposta tentativa de assalto, foi marcado por emoção e tristeza dos familiares e amigos da vítima. O corpo foi velado em um salão de um instituto, na rua 1, bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus. Debruçada sobre o caixão, a esposa do empresário chorava e gritava clamando por justiça. 

    “Depois que ele pegou os tiros, ele gritava o nome da filha e da esposa. Ele chegou a ser encaminhado ao SPA do Alvorada, mas não resistiu aos ferimentos. Ele tinha vontade de viver, isso foi uma fatalidade grande. Ele era um homem do bem, trabalhador, muito conhecido aqui no bairro e não devia ninguém. Esperamos que a Justiça seja feita e os culpados paguem por esse crime”, relatou o primo da vítima, Daniel Soares. 

    Everton Gomes, amigo de Diego contou que estava com o empresário instantes antes de o crime acontecer.

    “Ele estava feliz, conversando com os amigos. Até pedimos um lanche. Ele estava esperando dar o horário para ir para a casa de forró. Diego era conhecido aqui no bairro, ele ajudava muita gente. Sempre patrocinava as equipes de futebol. Ajudava a comunidade com bolas e troféus. Ele incentivava o esporte. Nós nunca esperávamos perdê-lo assim”, declarou. 

    Diego estava com três amigos no momento do crime, quando dois homens em uma motocicleta chegaram e pediram o aparelho celular deles. Segundo a família, no momento em que Diego foi entregar o aparelho, os criminosos atiraram. Eles fugiram sem levar nada. Câmeras de segurança nas proximidades poderão ajudar a identificar os suspeitos.

    Envolvimento com o crime?

    A reportagem questionou a família sobre versões divulgadas na imprensa de que a motivação do crime seria o suposto envolvimento de Diego com uma organização criminosa.  A família e amigos negaram essa informação e disseram que Diego era uma pessoa de bem, honesto e amigo de todos.

    “O meu sobrinho nunca comentou que tinha sido ameaçado, ele não devia ninguém. A casa dele está aí, a família está desamparada. Ele deixa a esposa, a filha de quatro anos de idade e cinco irmãos. É uma grande perda para nossa família. Ele não era envolvido com coisas erradas, essa informação não procede”, disse uma tia que preferiu não se identificar. 

    Daniel Soares, primo de Diego, afirmou que a única fonte de renda do empresário era a casa de forró. Ainda no domingo (1°), a vítima teria comentado com a esposa que estava esperando a renda da noite para comprar alimentos para a família no final de semana. 

    Um dos tios de Diego quis chamar uma banda de forró para tocar durante o velório, pois seria um pedido pessoal da vítima revelado em vida. "Ele nunca gostou de ver a família triste", disse.

    Amigos de Diego informaram à reportagem que o restante da família não aceitou o desejo e decidiu seguir com uma despedida tradicional. O sepultamento do corpo do empresário está previsto para acontecer na terça-feira (2/12), às 10h, no Cemitério Parque Tarumã, Zona Oeste da cidade.

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