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    Investigação


    Menina deixou o lar para fugir de exploração em Manaus, revela polícia

    A criança de 9 anos já tem histórico de estupro de vulnerável e abandono intelectual. Para a polícia, a menina contou que pedia dinheiro em sinais para comprar material escolar, devido ao sonho de estudar

    A menina saiu de casa para fugir de exploração sexual e trabalhista
    A menina saiu de casa para fugir de exploração sexual e trabalhista | Foto: Divulgação

    Manaus – A criança E. C. da Silva, de 9 anos, que foi encontrada na noite da última terça-feira (11), por volta das 19h, na Comunidade do Paricatuba, em Iranduba (município distante 27 quilômetros em linha reta de Manaus), após ter desaparecido no dia 1° de fevereiro, no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus, saiu por contra própria para fugir de exploração sexual e trabalhista. As afirmações são delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (13), às 14h, na sede da especializada.

    Conforme a autoridade, a vítima já tinha passagens pela delegacia e por abrigos da capital, devido a situação de extrema vulnerabilidade social. Na Depca, há duas ocorrências, sendo uma de estupro de vulnerável e uma de abandono intelectual, envolvendo a criança.

    “A menina foi ouvida e contou que pede dinheiro em sinais, por ser explorada por alguém do bairro onde ela mora. Ela fugiu por conta disso. Uma amiga chamou a menina para ir até Iranduba, e ela foi devido a essa vulnerabilidade. Vamos investigar esse caso, pois pode caracterizar um crime de cooptação e até de exploração sexual e de trabalho infantil. Mas não se trata de sequestro”, disse Coelho.  

    A delegada destacou que E.C. da Silva está em um abrigo definitivo recebendo todos os cuidados necessários. O casal que abrigou a menina foi ouvido na delegacia e informou que ela foi entregue por uma parente deles.

    “A menina disse que ficava no sinal pedindo dinheiro para comprar material escolar. Ela tem 9 anos e ainda não sabe ler. Ela demonstra muita vontade de estudar e o abrigo está providenciando o ano letivo dela. As investigações em torno do caso continuam.  Essas falsas notícias de sequestros causam pânico na população e atrapalham o trabalho da polícia”, concluiu a delegada.

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