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    Ficha suja


    Chacina poderia ter sido evitada se mandante ainda estivesse preso

    Andrei foi preso, pela sétima vez, na manhã desta segunda-feira (18), no centro comercial de Manaus, Zona Sul

    Buiú tem 7 passagens pela polícia. Há 4 meses ele ficou preso só 7 dias | Foto: Divulgação

    Andrei de Souza Guabiraba, de 36 anos, vulgo “Buiu”, foi preso pela primeira vez em maio de 2012 por tráfico de drogas no bairro Praça 14 de Janeiro. Cinco anos depois, e com uma ficha policial extensa, ele é apontado como principal chefe do tráfico de drogas da área e mandante da chacina no bairro Compensa no último dia 12. Na ocasião, 6 pessoas morreram e outras 9 ficaram feridas por conta do seu desejo de vingança.

    Preso há 4 meses pela sexta vez, "Buiú" só ficou uma semana atrás das grades e logo foi liberado pela Justiça amazonense durante Audiência de Custódia, após o juiz considerar que a quantidade de drogas apreendidas com ele era pequena. Andrei Guabiraba, que é temido pelos moradores da "14", passou a responder pelo crime em liberdade.

    Morte por engano abriu olhos de "Buiú"

    O boato sobre a sua morte foi um dos assuntos mais comentados na cidade horas antes da chacina. Porém, o homem morto na avenida General Glicério era outro, um usuário de drogas que teve a infelicidade de ter o mesmo apelido que o chefe do tráfico marcado para morrer pelos próprios "colegas" de facção. A morte do "xará" foi o estopim para a sua raiva. Segundo a polícia, Andrei mandou matar quem havia ido até o seu reduto para lhe executar. 

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    "Se ele tivesse cumprido pena pelos crimes que cometeu, talvez o meu amigo ainda estivesse vivo, assim como as outras 6 pessoas inocentes mortas na Compensa", relatou uma amiga de infância de George Alberto Barreto, de 30 anos, que foi confundido como Andrei, que foi preso, pela sétima vez, na manhã desta segunda-feira (18), no centro comercial de Manaus, Zona Sul.

    A última prisão de "Buiú" ocorreu em agosto deste ano. Ele foi preso por policiais do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP) após uma denúncia anônima. Na residência de Andrei, os policiais encontraram 9 porções grandes de oxi enterradas, além de uma porção grande de cocaína e uma porção de maconha. "Buiú" foi liberado após ficar apenas 7 dias preso. 

    Ainda neste ano, em maio, Andrei também foi preso após ser acusado de assaltar, juntamente com outro homem, uma loja de revenda de vidros, localizada na avenida Castelo Branco, bairro Cachoeirinha. Segundo o proprietário, "Buiú" entrou na loja e levou dinheiro e celulares das vítimas que estavam no estabelecimento comercial.  Na ocasião, ele também foi liberado dias depois da prisão.

    Outras prisões

    A segunda prisão de "Buiu" ocorreu em maio de 2013. Ele e um outro homem foram presos por policiais da Força Tática (FT), no mesmo endereço onde foi detido pela primeira vez em 2012. Na ocasião, a polícia encontrou com a dupla 8 porções grande de cocaína e dinheiro em espécie.

    No mês de junho do mesmo ano, ele aparece com o terceiro registro policial após ameaçar uma mulher de morte. "Buiú" a ameaçou após ir ao local visitar os filhos. Ele proibiu a mulher de retornar no beco Duque de Caxias.

    Desacato

    Em janeiro de 2016, o mandante da chacina foi preso após desacatar um soldado da Força Tática durante uma abordagem policial. O caso também ocorreu no bairro Praça 14, onde ele nasceu e cresceu no mundo do crime. Durante o depoimento, o PM informou que a viatura emitiu o sinal para que Andrei parasse o carro que dirigia, mas ele ignorou a ordem e só parou quando chegou ao beco. Na ocasião, "Buiú" desceu do carro dizendo palavrões para os PM´s. No carro, eles encontram três porções de maconha.

    TJAM

    Em uma consulta no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), "Buiú" responde por desacato, roubo majorado e tráfico de drogas.  

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