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    Ministério Público


    Desembargador do AM suspeito de abusar de neta será investigado

    O desembargador foi acusado pela ex-nora, Luciana Pires, de abusar da própria neta; ele nega todas as acusações.

    Rafael Romano foi acusado de abusar sexualmente da própria neta, hoje com 15 anos. Ele nega a acusação. | Foto: Divulgação

    Manaus - Em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (22), o procurador-geral de Justiça do Amazonas, Fábio Monteiro, afirmou que a denúncia contra o desembargador aposentado Rafael Romano, será encaminhada ao coordenador criminal do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). Romano foi denunciado pela nora na quarta-feira (21), sob a acusação de abusar sexualmente da própria neta. O desembargador nega a acusação.

    O chefe do MP afirmou que, a partir do momento em que o coordenador criminal receber a denúncia, ela será encaminhada a um dos promotores que atuam nas Varas Criminais. “Como se trata de um membro inativo (aposentado) do Poder Judiciário, não existe mais a prerrogativa de função. Se ocorrer algum trâmite processual, ele deve acontecer em primeira instância”, afirmou.

    Leia mais: Mãe acusa desembargador de abusar da própria neta e ele nega

    Monteiro ainda ressaltou que o promotor da vara criminal que receber a denúncia receberá também uma cópia do depoimento da vítima. Se for entendido que existem provas suficientes para oferecer a denúncia, ela será postulada em juízo, de acordo com o procurador.

    “No entanto, se o promotor entender que essa denúncia ainda carece de uma investigação mais apurada, pode recorrer a duas opções: requisitar a instalação de um inquérito policial com a Polícia Civil, que investigará primeiro para devolver ao promotor; ou instaura um procedimento investigatório criminal e conduz investigação na promotoria”, completa.

    Entenda o caso

    O desembargador Rafael de Araújo Romano foi acusado pela ex-nora, a advogada Luciana Pires, de abusar sexualmente da neta, que atualmente tem 15 anos de idade. De acordo com o relato da vítima à mãe, a jovem era abusada pelo avô paterno desde os 7 anos de idade.

    Por meio de seu advogado José Carlos Cavalcanti Junior, Romano nega todas as acusações feitas pela ex-nora. De acordo com a defesa, o depoimento é “estarrecedor” para o desembargador, mas pode ter sido desencadeado depois do processo de divórcio entre Luciana e o filho de Rafael Romano.

    O desembargador foi titular do Juizado Cível da Infância e da Juventude, em Manaus. Atuou como relator do caso do ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, condenado a 11 anos e dez meses de prisão pelo crime de pedofilia. Romano também atuou na Operação Estocolmo, durante uma ação conjunta entre as Polícias Civil e Federal. A ação desarticulou um esquema de exploração infanto-juvenil em 2012.


    Edição: Luís Henrique Oliveira


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