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    Eleições 2018


    ‘ZFM é um modelo vitorioso e deve ser valorizado’, diz Álvaro Dias

    O senador e pré-candidato à presidência do República esteve em Manaus na última semana

    Álvaro Dias visita Manaus em ato de pré-campanha dá entrevista ao EMTEMPO | Foto: Janailton Falcão

    Manaus - A menos de um mês do início das convenções partidárias, Álvaro Dias (Podemos), senador e pré-candidato à Presidência da República, esteve em Manaus, onde divulgou seu nome como presidenciável e se reuniu com dirigentes do partido no Amazonas, para definir estratégias de campanha para as eleições.

    Sexto presidenciável a passar pela capital amazonense antes do início da disputa eleitoral, o senador é autor da PEC que reduz o foro privilegiado para autoridades, votou contra a reforma da previdência em 2017 e renunciou benefícios parlamentares, como auxílio-moradia e a aposentadoria do cargo de ex-governador do Paraná, que somaria mais de R$10 milhões de reais.

    Durante sua passagem por Manaus, classificou a Zona Franca de Manaus como ‘intocável’, avaliou com otimismo sua participação nas pesquisas eleitorais, onde aparece com 4% das intenções de voto, e defendeu a reforma do sistema tributário como forma de impulsionar a economia do país.

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    EM TEMPO – Como o partido chegou à decisão de que você seria o candidato da sigla à Presidência?

    Álvaro Dias – O partido me convocou para a candidatura por fazer a análise de que certamente o eleitor fará, ou seja, alguém com experiência administrativa e passado limpo. São exigências básicas. Temos um passado limpo, ficha limpa do começo ao fim, e experiência bem-sucedida no governo do Paraná, que concluímos com 93% de aprovação, o maior índice entre todos os governos estaduais do país. Portanto, creio que é isso que devemos mostrar à população brasileira como credencial para pedir o voto, na esperança de que podemos mudar o Brasil para melhor.

    EM TEMPO – Na última pesquisa feita pelo Datafolha, o senhor figurava com 4% das intenções de voto. Como você avalia sua posição em relação a pré-candidatos como Jair Bolsonaro (PSL) e Ciro Gomes (PDT)?

    AD – Fico feliz, porque essa pesquisa mostra que tenho um grande patrimônio, que é a menor rejeição entre os candidatos. Esse é o maior patrimônio que um político pode ter atualmente, porque a descrença é geral. Há um descrédito na classe política. Temos esperança de que nossa campanha de rompimento com esse sistema corrupto ganhe apoio popular. Para mim, é mais importante que conheçam o que fizemos antes, ou seja, comportamento, postura, desempenho e experiência adquirida na administração pública. Isso deve ser credencial para dar sustentação à proposta que estamos apresentando, de refundação da República, da substituição desse sistema corrupto.

    EM TEMPO – Constantemente, a Zona Franca de Manaus é alvo de ataques. Vimos, recentemente, a revogação do incentivo aos concentrados de refrigerantes. Como essa instabilidade pode ser vencida?

    AD – É preciso acabar com essa insegurança. Deve haver uma regulação competente, segurança jurídica e atrair investimentos para gerar empregos. A região Norte, principalmente a Amazônia, oferece muito ao país. Por isso esse modelo foi adotado. A Zona Franca é um modelo vitorioso e deve ser valorizado, prevalecer e permanecer.

    EM TEMPO – Como você avalia a sua visita à Região Norte nesse momento?

    AD – Acredito que é um momento importante para conhecermos os programas regionais, saber, por exemplo, que é preciso que a União invista em logística e infraestrutura. O sistema hidroviário precisa estar inteirado, assim como as estradas. Temos a BR-319, que liga Manaus a Porto Velho e é uma estrada fundamental, o governo não pode ignorar isso. O governo precisa de investimento produtivo para o país crescer e se desenvolver. Nesse sistema federativo injusto, a Região Norte é a mais prejudicada.

    EM TEMPO – Caso eleito, que tipos de medidas devem ser adotadas para que a economia do país volte a crescer?

    AD – É preciso investir em empreendimentos fundamentais e simplificar o sistema tributário para alavancar a economia. Para isso, vamos reduzir impostos e estabelecer justiça, tributar menos no consumo e mais na renda. A roda da economia vai girar com mais força, se a carga tributária for reduzida.

    EM TEMPO – Qual a sua compreensão sobre a Interação do governo com o restante do país?

    AD – Precisamos de uma reforma no sistema federativo. Isso começa com uma reforma tributária, mas como elemento essencial uma melhor distribuição dos recursos arrecadados, e sim um sistema federativo mais justo. É necessário que haja um tratamento igual, sobretudo, entre as regiões.

    EM TEMPO – Em que tipo de propostas sua campanha vai se basear?

    AD – Principalmente na refundação da República, que não é apenas uma frase, um slogan de campanha. Trata-se de uma aspiração nacional. É a mudança do sistema político e de governantes. Isso passa por um conjunto de reformas essenciais para alavancar o crescimento econômico do Brasil.

    EM TEMPO – O que o Amazonas pode esperar da sua candidatura?

    AD – Um governo moderno, que enxugue o Estado e o torne capaz de oferecer respostas eficientes às demandas. Uma dessas demandas é a tecnologia, onde devemos investir. Manaus é um centro tecnológico; se investirmos em tecnologia, estaremos beneficiando indiretamente a capital e o Amazonas. Precisamos investir em tecnologia, assim como países como a Coreia do Sul investiram. Os países que mais se desenvolveram foi devido a esse tipo de investimento.

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