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    Rondinely Fonseca concentra esforços em biotecnologia e acessibilidade

    O candidato ao senado pelo PSOL conversou sobre suas propostas na TV Em Tempo na manhã desta sexta (14)

    Entrevista com o candidato ao Senado Rondinely Fonseca (PSOL) | Foto: Janailton Falcão

    Manaus - O candidato à bancada amazonense no Senado, Rondinely Fonseca (PSOL), compareceu na manhã desta sexta (14) na rodada de entrevistas da TV Em Tempo. Na oportunidade, ele destacou propostas sobre a acessibilidade pública às pessoas com deficiência, incentivos à biotecnologia regional e a criação de uma polícia de fronteira.

    No primeiro bloco do Programa Agora, o candidato - que está tentando uma vaga pela primeira ao Senado - começou falando sobre o projeto de lei que pretende fazer para construir um hospital com capacidade para 80 mil pessoas.

    "Um novo hospital de referência deve desafogar as filas de hospitais. As áreas de Itacoatiara, Manacapuru, Parintins e Coari são polos fortes no Norte do País e são esses lugares que devem ser contemplados com a ação desta nova unidade", detalhou.

    Ele ainda disse que, nesse hospital, haveria um anexo estruturado especialmente para pessoas com deficiência. "Se muitas vezes não conseguimos ficha de atendimento em Manaus, o que dirá em outros lugares. Essa unidade seria para melhorar na agilidade para as pessoas da região metropolitana e de interiores", completou.

    Entrevista com o candidato ao Senado Rondinely Fonseca (PSOL)
    Entrevista com o candidato ao Senado Rondinely Fonseca (PSOL) | Foto: Janailton Falcão

    Biotecnologia e empregos

    O candidato frisou o ponto em que é parceiro de empresários do ramo farmacêutico, em que iria usar da amizade para entregar à população medicamentos em fase experimental - mas autorizados para o uso comercial. "Dessa forma, a distribuição de remédios iria melhorar, além de gerar uma pequena porcentagem de emprego", falou.

    Sobre usar o celeiro biotecnológico amazonense como potencial de geração de renda, ele disse que quer fortalecer o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

    "Os órgãos de pesquisa em si não recebem investimento, de fato, do governo federal. Pretendo potencializar ampliando as linhas de pesquisa e aumentando recursos que gerem descobertas para o caboclo patentear essas descobertas e somar no mercado biotecnológico", projetou.

    A fiscalização sobre as leis trabalhistas que preveem a participação mínima do nativo amazonense no quadro de funcionários de empresas estrangeiras também esteve na fala dele. "A partir daí, podemos garantir que gente daqui trabalhe e desenvolva mais a economia pelos setores dos cosméticos e farmacológico".

    Entrevista com o candidato ao Senado Rondinely Fonseca (PSOL)
    Entrevista com o candidato ao Senado Rondinely Fonseca (PSOL) | Foto: Janailton Falcão

    Acessibilidade e segurança

    Rondinely disse que um centro de acessibilidade para pessoas com deficiência é projeto nos seus interesses para ser instalado na capital. "Tentamos instalar um no Jorge Teixeira (Zona Leste), mas não conseguimos finalizar pela falta de força política. Fui com amigos fisioterapeutas que me ajudaram no processo e pretendo tentar novamente com a força de uma cadeira no Senado", constatou.

    Segundo ele, 750 mil pessoas com algum tipo de deficiência estão no Estado. "Me preocupo desde o deslocamento até a oferta de serviço básico para essas pessoas. Quero fazer um documento em âmbito nacional que contemple as calçadas, centros públicos, entre outros, especialmente para injetar melhoria neste setor".

    O candidato finalizou descordando de que treinamento e fiscalização no Exército Brasileiro podem melhorar a rota de tráfico internacional na fronteira brasileira, mas que a criação de uma própria polícia para o local é o mais adequado.

    "Já fui na região fronteiriça e é bem mais fácil você ser abordado por um militar bolivariano, que um brasileiro. Muitas coisas acontecem e eles não conseguem interceptar. A delegação de uma polícia especializada é o mais viável", opinou.

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