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    Arthur Virgílio não teme ameaça de expulsão do PSDB

    O presidente estadual do PSDB de São Paulo, Pedro Tobias, encaminhou um pedido de expulsão do tucano amazonense ao diretório nacional do PSDB, que deve ser julgado ainda nesta semana

    Arthur também disse que faz questão de ser julgado pelo partido. | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Após o prefeito Arthur Virgílio Neto ter declarado apoio à candidatura de Marina Silva (Rede) no primeiro turno das eleições, o presidente do PSDB de São Paulo, deputado Pedro Tobias, pediu a expulsão do amazonense da sigla.

    Sobre o assunto, Arthur declarou que tem pedigree para dizer e fazer o que quiser. Ele também disse que faz questão de ser julgado pelo partido.

    O pedido de expulsão foi encaminhado à direção nacional da sigla, presidida por Geraldo Alckmin, e deve ser julgado ainda nesta semana.

    À época, ao anunciar apoio à Marina, Arthur também criticou a candidatura de Alckmin – derrotado nas urnas e que acabou ficando em quarto lugar na disputa à Presidência da República, com apenas 4,76 % dos votos válidos.

    “Por tudo que fiz pelo partido, eu considero um absurdo alguém pensar em me expulsar. Acho que tenho um certo pedigree que me permite dizer e fazer o que eu quero. O que eu quero, sinceramente, é esquecer esses problemas mesquinhos do PSDB. Esquecer essa candidatura que não tem a ver com a perspectiva da vitória e nem de unir o país. Porque está desunindo. Então, fui com o coração muito livre”, afirmou.

    Desafeto de Alckmin – após ter seu nome barrado para a Presidência da República pelo PSDB nacional nas prévias para escolha do candidato – Arthur chegou a declarar antes das eleições que “Alckmin não é confiável e que não tem chance”. Ele também chegou a dizer que o ex-governador de São Paulo não é bem recebido em Manaus.

    Arthur Neto votou em Marina Silva no primeiro turno das eleições
    Arthur Neto votou em Marina Silva no primeiro turno das eleições | Foto: Márcio Melo

    À coluna Painel, do Jornal Folha de São Paulo, Arthur também declarou que a atuação política tucana que aí está não faz parte de suas convicções. “Tenho uma notícia para o (Geraldo) Alckmin: esse PSDB deles não é muito meu. Não faço questão, não”, afirmou Virgílio.

    O tucano também disse que foi a única pessoa que não traiu o partido. “Faço questão de ser julgado por esse partido. Vão expulsar a única pessoa que não traiu o partido. Apenas falei o que eu penso e rompi com Alckmin”, diz. “Não sou profeta, mas tudo o que falei aconteceu. Sempre disse que Alckmin não conseguiria ir para o segundo turno, que dividiu as forças de centro e, por vaidade, insistiu em ser candidato a presidente”.

    PSDB já expulsou sete

    Até o momento, o diretório estadual de São Paulo já expulsou sete integrantes do partido, entre vereadores e prefeitos que haviam declarado, antes do primeiro turno, apoio ao candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. Outros três processos começaram na semana passada e envolvem grupos também ligados ao candidato.

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