Fonte: OpenWeather

    Notas da Contexto


    Nada é para sempre, nem mandatos políticos

    A primeira sessão plenária na Assembleia Legislativa do AM, após a eleição de domingo, foi marcada por uma mistura de alegria, tristeza, abraços e palavras de encorajamento

    Na política, como na vida, nada é para sempre. Existe o tempo de plantar e o tempo de colher. Tempo de chegar e o tempo de partir
    Na política, como na vida, nada é para sempre. Existe o tempo de plantar e o tempo de colher. Tempo de chegar e o tempo de partir | Foto: Em Tempo

    Ao todo, 12 deputados que fazem parte da atual legislatura não participarão dos debates do Parlamento Estadual a partir do ano que vem. Na política, como na vida, nada é para sempre. Existe o tempo de plantar e o tempo de colher. Tempo de chegar e o tempo de partir.

    Colheita

    O deputado David Almeida, por exemplo, acredita que plantou para colher num futuro muito próximo.

    Numa avaliação de sua participação no pleito deste ano, o ex-candidato ao Governo do Amazonas afirmou que não tem dúvidas de que sai fortalecido destas eleições.

    — Em 2014, tive 24 mil votos para deputado estadual, neste ano, tive 417 mil. Saio maior do que entrei – avaliou.

    Cuidando da família

    David reiterou que ficará neutro neste segundo turno.

    O presidente da Assembleia Legislativa anunciou que vai aproveitar para estar com a família, uma vez que sua esposa está em São Paulo em tratamento contra um câncer.

    Vida que segue

    Derrotado nas urnas, o deputado Sabá Reis (PR) subiu à tribuna da Aleam e exibiu um vídeo com o poema “Recomece”, de Bráulio Bessa.

    Visivelmente emocionado, Sabá disse que sentirá saudade do dia a dia da Aleam, mas que a “vida segue”.

    Começar de novo

    Sabá Reis admitiu que vai deixar o parlamento com muita saudade do dia a dia na tribuna, dos debates, mas vai continuar na vida pública, porque acredita que ainda pode servir ao Estado.

    — Se tudo deu certo, é Deus. Se não deu, é Deus também –, disse.

    Furacão Castro

    Embora não tenha sido eleito, o candidato ao senado Luiz Castro (Rede) pode se considerar um vitorioso.

    Teve uma votação histórica e, durante algumas horas, deu o maior susto no senador Eduardo Braga (MDB), que só conseguiu virar o jogo na reta final da apuração.

    Votação histórica

    Castro teve uma votação histórica, com 581.553 votos.

    Isso numa campanha sem recursos, sem tempo de TV e tendo enfrentado problemas de saúde – sofreu um infarto, que o afastou da última semana das atividades de rua.

    Ética e transparência

    Em pronunciamento da tribuna da Assembleia Legislativa, ontem, o deputado agradeceu à população amazonense.

    — É uma honra receber uma votação tão expressiva, que revela a confiança do povo amazonense à nossa trajetória política de ética e transparência – disse o parlamentar.

    Clube da Luluzinha

    Alessandra Campêlo (MDB), até então única mulher no parlamento estadual, a partir do próximo ano terá a companhia de mais três colegas no plenário – Mayara (PP), Joana D´Árc (PR) e Therezinha Ruiz (PSDB), eleitas para uma cadeira na Assembleia.

    Vizinhas

    As deputadas já se articulam para que todas sentem próximas no plenário Ruy Araújo.

    — Seria legal que sentássemos próximas, mas o deputado Dermilson (Chagas) precisa concordar em se mudar – disse La Campêlo.

    Sonho acabou

    A eleição para o Senado Federal deixou fora do Congresso políticos de renome.

    Entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG), que ficou em quarto lugar na disputa; o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

    Quem também não conseguiu retornar foi o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP), ex-senador e aposta do partido para reforçar a bancada.

    Também o excelente senador Cristovam Buarque (PPS-DF), ex-ministro da Educação, morreu na praia.

    Bye, bye, Lindbergh

    A eleição do Rio de Janeiro foi a que causou maior desfalque no senado.

    Foram derrotados os senadores Lindbergh Faria (PT) e Eduardo Lopes (PRB), além dos deputados federais Miro Teixeira (Rede) e Chico Alencar (PSOL).

    Por aqui

    No Amazonas, a combativa senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) também não retorna ao Senado.

    E o sonho de retorno do deputado Alfredo Nascimento (PR) também foi pelo ralo.

    Tchau, desembargadora!

    Por unanimidade, o plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou ontem à tarde o afastamento das funções da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges do TJMS e da presidência do TRE-MS.

    Meu filho, meu tesouro

    Ela foi denunciada por usar carro oficial e escolta para buscar o filho Breno Fernando Solon Borges, acusado de tráfico de drogas e posse ilegal de arma fogo, no presídio de Três Lagoas, e interná-lo em clínica psiquiátrica.

    Babita continua

    No final do processo, a punição a ser aplicada contra a desembargadora pode ser advertência, remoção ou até aposentadoria compulsória. Mas, até lá, a magistrada continua a receber salário.

    Você gosta das Notas da Contexto? Então leia mais:

    Dinheiro rolou solto no interior do Amazonas. De quem será?

    Segredos da BR 319: Onde está a tal caixa preta?

    Amazonas no ranking da Ficha Suja

    Comentários