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    Política


    Veja como votou cada senador sobre o reajuste de salários do STF

    A aprovação já cria um grande problema para o início do governo de Bolsonaro, que terá de arcar com os impactos financeiros do reajuste

    O valor recebido pelos ministros é considerado como o teto para o funcionalismo público no Brasil e, com este reajuste, deve ocorrer um efeito cascata, com impacto nas contas da União
    O valor recebido pelos ministros é considerado como o teto para o funcionalismo público no Brasil e, com este reajuste, deve ocorrer um efeito cascata, com impacto nas contas da União | Foto: Agência Senado

    São Paulo - Por 41 votos a 16, o Senado aprovou na quarta-feira (7) a "pauta-bomba" que reajusta os salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) em 16%, passando o valor de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. No Amazonas, Eduardo Braga votou a favor. Já a senadora Vanessa Grazziotin votou contra. 

    O valor recebido pelos ministros é considerado como o teto para o funcionalismo público no Brasil e, com este reajuste, deve ocorrer um efeito cascata, com impacto nas contas da União, Estados e municípios de R$ 4 bilhões em 2019, segundo cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado.

    A aprovação já cria um grande problema para o início do governo de Jair Bolsonaro, que terá de arcar com os impactos financeiros desta alteração dos salários.

    No Senado, quatro partidos que já declararam oposição ao futuro governo orientaram seus parlamentares a votarem contra a proposta: Rede, PT, PCdoB e PPS.

    Mas mesmo assim, apenas dois dos 8 senadores que fazem parte destes partidos acataram a decisão e votaram contra a proposta: Jorge Viana (PT-AC) e Paulo Rocha (PT-PA).

    Outro problema é que mesmo senadores de partidos aliados de Bolsonaro votaram a favor do reajuste, o que já liga o sinal de alerta sobre as dificuldades que o presidente deve enfrentar no Congresso. Foi o caso do PR, partido de Magno Malta. Além disso, também foi a favor a maioria dos senadores do PSDB e do MDB do presidente Michel Temer.

    Veja como votou cada senador:

    Votaram a favor

    Acir Gurgacz (PDT-RO)

    Aécio Neves (PSDB-MG)

    Ângela Portela (PDT-RR)

    Antonio Anastasia (PSDB-MG)

    Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

    Armando Monteiro (PTB-PE)

    Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

    Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

    Cidinho Santos (PR-MT)

    Ciro Nogueira (PP-PI)

    Dalirio Beber (PSDB-SC)

    Davi Alcolumbre (DEM-AP)

    Edison Lobão (MDB-MA)

    Eduardo Amorim (PSDB-SE)

    Eduardo Braga (MDB-AM) - Amazonas

    Eduardo Lopes (PRB-RJ)

    Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)

    Garibaldi Alves Filho (MDB-RN)

    Hélio José (PROS-DF)

    Ivo Cassol (PP-RO)

    Jorge Viana (PT-AC)

    José Agripino (DEM-RN)

    José Amauri (Pode-PI)

    José Medeiros (Pode-MT)

    José Serra (PSDB-SP)

    Otto Alencar (PSD-BA)

    Paulo Bauer (PSDB-SC)

    Paulo Rocha (PT-PA)

    Raimundo Lira (PSD-PB)

    Renan Calheiros (MDB-AL)

    Roberto Rocha (PSDB-MA)

    Romero Jucá (MDB-RR)

    Rose de Freitas (Pode-ES)

    Sérgio Petecão (PSD-AC)

    Tasso Jereissati (PSDB-CE)

    Telmário Mota (PTB-RR)

    Valdir Raupp (MDB-RO)

    Vicentinho Alves (PR-TO)

    Walter Pinheiro (sem partido-BA)

    Wellington Fagundes (PR-MT)

    Zezé Perrela (MDB-MG)

    Votaram contra

    Airton Sandoval (MDB-SP)

    Cristovam Buarque (PPS-DF)

    Fátima Bezerra (PT-RN)

    Givago Tenório (PP-AL)

    José Pimentel (PT-CE)

    Lídice da Mata (PSB-BA)

    Lúcia Vânia (PSB-GO)

    Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

    Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

    Regina Sousa (PT-PI)

    Reguffe (sem partido-DF)

    Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

    Roberto Requião (MDB-PR)

    Ronaldo Caiado (DEM-GO)

    Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) - Amazonas

    Wilder Morais (DEM-GO)

    Abstenção

    José Maranhão (MDB-PB)

    *Com informações da Assessoria 

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