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    Desafios do AM para um novo governo. Veja o que pensam especialistas

    Especialistas alertam que, embora o Estado ainda viva reflexos da crise e heranças de governos mal administrados, terá que priorizar áreas como saúde, educação e segurança

    Governador eleito do Amazonas, Wilson Lima
    Governador eleito do Amazonas, Wilson Lima | Foto: Ione Moreno

    Manaus - O governador eleito no Amazonas, jornalista Wilson Lima (PSC), enfrentará dificuldades ocasionadas por vários fatores, que envolvem a herança deixada pelos últimos governos que administraram o estado, a crise econômica enfrentada pelo país de uma forma geral, e a situação financeira, comprometida pela gestão do atual governador, Amazonino Mendes (PDT). Gastos com pessoal já ultrapassam 48% nesse fim de governo.

    Faltando menos de dois meses para a posse, Lima pontuou que ainda está fazendo o levantamento de números referente às contas do Estado. “Eu tenho conhecimento dos indicativos da saúde. É algo que nos preocupa muito, principalmente pagamentos das empresas terceirizadas. Isso compromete diretamente o atendimento nesta área”, disse Lima e ainda ressaltou que além da Saúde, as pastas de Segurança Pública e Educação também serão suas prioridades.

    Serafim Corrêa

    O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) avaliou que a atual situação das contas do Amazonas resultará em restrições das mais variadas “A situação financeira do estado é bastante complicada. A despesa cresceu numa proporção maior do que a receita. Gastos com pessoal já ultrapassam o limite prudencial desde dezembro do ano passado e nada foi feito. Muito provável é que estoure agora em 31/12 o limite máximo. Isso vai impor restrições das mais variadas. ”

    Prioridades

    A economista Kamilla Loureiro diz que embora haja problemas econômicos a serem enfrentados, existem áreas que precisam ser priorizadas. “Por mais que tenhamos problemas econômicos e fiscais, atualmente vivemos em um período de crise em vários setores. A meu ver, o novo governo precisa investir, principalmente, em geração de novos empregos, investimentos na segurança, saúde e educação. Creio que, ao mesmo tempo que esse seja o foco, também será um grande desafio”.

    Diante deste cenário, a cientista política Maria Rute Luna, ressalta que, levando em consideração a atual conjuntura econômica do Amazonas, as políticas públicas que devem ser adotadas para a melhoria do Estado são principalmente voltadas para os projetos de aceleração do crescimento. "Coloco em pauta a questão da BR 319, que não deve ser esquecida. Ela sendo reconstruída, vamos abrir portas para outros estados, facilitando o acesso ao desenvolvimento econômico também no interior", disse Luna.

    Maria Rute disse ainda que  deve-se adotar politicas para as áreas de segurança, saúde e educação. “Hoje vivemos em uma das cidades mais perigosas do Brasil por conta das brigas de facções que cada vez mais deixam nosso Estado em momentos de instabilidade e insegurança”, disse a cientista. 

    Saúde

    Segundo Maria Rute, a saída dos profissionais do Mais Médicos deixa o interior do Amazonas desassistido, na área da saúde. “Haja vista que em Manaus havia cerca de 150 médicos, sendo que oito estavam na capital e os demais no interior. Os profissionais de saúde têm uma grande rejeição pelo nosso interior. Não é culpa do profissional, o fato é que no interior não há qualidade de vida para eles, como alimentação, moradia e educação para os filhos", explicou.

    Educação

    Na área de educação, a cientista política pontua que ainda há ausência de escolas no estado. “Para a Educação, tanto na capital quanto no interior,  é preciso construir escolas. Até hoje as pessoas ficam madrugando em frente às instituições para conseguirem vagas para seus filhos. A educação é um direito das pessoas e deve ser oferecida pelo Estado”, complementou a cientista política . 

    Setor primário

    Além disso uma outra alternativa é que tenha mais investimento no setor primário. Para a economista, mais investimentos em iniciativas voltadas a esse setor ajudariam as comunidades interioranas. “Um exemplo tem sido a formação de cooperativas em várias cidades do interior de forma a incentivar o desenvolvimento desse tipo de atividades. Creio também que, de alguma forma, precisamos repensar a zona Franca. Talvez o modelo precise de uma repaginada. Acho que há necessidade de criar novas perspectivas dentro deste setor,” pontuou Loureiro.

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