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    Notas da Contexto


    Sem controle, governo do AM gasta mais que no ano anterior

    A cena repete o ano de 2002, quando o mesmo governador e mesmo secretário da fazenda estavam no poder

    Uma prova de que, às vezes, a história se repete como um empoeirado videotape
    Uma prova de que, às vezes, a história se repete como um empoeirado videotape | Foto: Lion

    Um leitor do CONTEXTO enviou a cópia de um jornal datado de 28 de dezembro 2002, no qual a manchete é “Secretário encurralado” – empresários invadem a Sefaz e tentam receber do governo. Por ironia do destino, os personagens desse fato são os mesmos.

    Quem estava no governo naquele distante sábado de 26 de dezembro de 2002 era Amazonino Mendes e o secretário de Fazenda, o mesmo de hoje, ele mesmo, Alfredo Paes.

    Queira Deus que não, mas, se valer o alarde da oposição de que o governador Amazonino Mendes (PDT) gastou nos primeiros sete meses do ano R$ 7.569.175.709,87 – R$ 775.462.706,98 a mais em despesas com o Executivo estadual do que no mesmo período de 2017, quando foram gastos R$ 6.793.713.002,89 –, a cena pode se repetir também neste final de ano.

    Uma prova de que, às vezes, a história se repete como um empoeirado videotape.

    Que não se repita

    A manchete de 2002 narrava que ao menos 30 empresários foram naquele dia à Sefaz na tentativa de receber o pagamento de serviços que prestaram ao governo.

    Na época, a Agecom (então agência de comunicação do governo) informara que o Estado tinha empenhado com fornecedores de produtos e serviços R$ 70 milhões.

    A saideira

    Os deputados que não conseguiram se reeleger ou que deixarão o Parlamento para ocupar outros cargos também têm direito a apresentar emendas.

    A observação foi feita pelo presidente da Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa, deputado Josué Neto (PSD).

    Anti-impeachment

    Descobriram em Brasília porque o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), quando candidato, tentou inúmera vezes fazer do senador Magno Malta (PR) seu vice.

    Há quem diga que Bolsonaro queria, porque uma chapa com Malta funcionaria como um “seguro anti-impeachment”.

    — Como assim? –, perguntou um repórter curioso.

    — Porque nenhum brasileiro em sã consciência gostaria de tê-lo como presidente!

    A volta do “boêmio”

    Após o EM TEMPO publicar matéria informando o sumiço do deputado estadual Platiny Soares (PSB), o parlamentar voltou a dar o ar da graça na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

    O socialista participou das sessões de terça-feira e de ontem.

    Na boca do povo

    Pesquisa de opinião pública realizada pela empresa Action aponta que o nome “Prefeitura de Manaus” é a primeira lembrança da população manauara, quando se trata de órgãos públicos.

    Propaganda & Marketing

    O resultado da pesquisa foi divulgado na noite de terça-feira (4), no 8º Prêmio Amazonense de Propaganda e Marketing, realizado no Salão Nobre do Studio 5, no Distrito Industrial, Zona Sul.

    Não é fácil

    O prefeito Arthur Virgílio (PSDB) festejou.

    E disse que recebeu com muita alegria o resultado dessa pesquisa, pois ela mostra que está no caminho certo.

    — Administrar Manaus não é fácil em meio a tantas situações que nos desafiam diariamente. Temos problemas? Temos. Mas, nos últimos seis anos, já são muitas conquistas –, disse o prefeito.

    Leilão e dívida

    A Petrobras assinou novo acordo com a Eletrobras e suas subsidiárias no Amazonas.

    A negociação envolve medidas para viabilizar a venda da Amazonas Energia, cujo leilão está marcado para 10 de dezembro.

    Rombo

    A dívida soma R$ 571,8 milhões, prevista nas demonstrações financeiras.

    O contrato ainda determina a criação de uma conta vinculada para pagamento do fornecimento futuro de gás natural.

    Eletrobras assume

    Caso o leilão da empresa seja bem sucedido, a Eletrobras assumirá dívidas já confessadas pela Amazonas Energia, no montante de R$ 3,069 bilhões.

    Contrapartida

    Em contrapartida, a petroleira vai retirar a ação judicial de cobrança contra a estatal elétrica e a Cigás, distribuidora de gás do Amazonas.

    E quero verde

    O desmatamento nas Unidades de Conservação (UCs), em relação a todo o desmate na Amazônia, praticamente dobrou na última década. Em 2008, a taxa equivalia a cerca de 7% da devastação total da floresta; em 2017, a 13%.

    Os dados são de um estudo da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia).

    Assustador

    Em 2008, o desmatamento total na Amazônia era de 1.291.100 hectares, dos quais 98.301 ocorreram em unidades de conservação.

    Já no ano de 2017, o desmatamento total foi de 694.700 – praticamente metade do desmate de dez anos atrás –, dos quais 91.191 hectares se deram em UCs.

    O vilão

    O aumento do desmate é em parte responsabilidade do Novo Código Florestal, que entrou em vigor em 2012.

    Antes dessa data, a tendência na devastação era de queda.

    Impunidade

    A lei anistiou desmatamentos ocorridos antes de 22 de junho de 2008, para proprietários de terra que aderissem ao PRA (Programa de Regularização Ambiental).

    Esse ponto do código preocupou ambientalistas, para os quais a anistia passaria uma mensagem de impunidade.

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