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    contra ataque


    PT lança ofensiva jurídica contra ministro da segurança

    Partido acredita que uma perseguição jurídica contra o ex-presidente Lula se orquestra junto à polícia federal

    Procurado na terça-feira (10) o ministro não se manifestou sobre o caso | Foto: Divulgação

    O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende iniciar uma ofensiva jurídica contra o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, por supostamente ter interferido na Polícia Federal (PF) para evitar o cumprimento do habeas corpus concedido ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) Rogério Favreto - decisão posteriormente revogada pelo presidente da Corte, Carlos Eduardo Thompson Flores. 

    O partido vai usar o episódio como símbolo do que os petistas classificam de "perseguição do Judiciário e do juiz federal Sérgio Moro" contra o petista. A área jurídica, no entanto, ainda estuda qual o melhor caminho para acionar Jungmann.

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    A Coluna do Estadão revelou na segunda-feira (9) que o ministro, ao qual a PF é subordinada, disse à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que o presidente do TRF-4 pediu à corporação que aguardasse o despacho final do próprio Thompson Flores.

    Por este motivo os agentes da PF que estavam de plantão não soltaram Lula quando Favreto deu a decisão, pela manhã. "Se o Jungmann participou diretamente desse esquema, será responsabilizado", afirmou o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), um dos autores do habeas corpus.

    Jungmann negou que isso tenha acontecido. Questionado na segunda-feira se poderia haver algum tipo de responsabilização da PF por causa da demora em soltar o ex-presidente, disse que a PF "cumpriu estritamente a lei, num momento muito difícil, de conflito de competências, no Judiciário."

    Procurado na terça-feira (10) ele não se manifestou. Deputados e senadores petistas se alternaram na terça falando sobre o assunto nas tribunas do Congresso e cogitam se mobilizar para convocar ou convidar Jungmann para dar explicações na Câmara ou Senado. O partido também organiza atos de rua - o primeiro está marcado para o dia 18, em Curitiba.

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