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    Estratégia


    Bolsonaro diz que escolheu Mourão por governabilidade

    Bolsonaro disse ainda que precisa de um vice "que meta o pé na porta"

    Bolsonaro disse que "não escolheu uma mulher como vice só para ganhar voto", mas admitiu que muitos assustaram-se por ter escolhido um general | Foto: Divulgação

    O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) defendeu escolha do general Hamilton Mourão (PRTB) como seu vice, durante almoço na Federação das Indústrias do Rio (Firjan), no início da tarde desta segunda (6). Bolsonaro disse que o critério usado para a escolha de Mourão foi o "da governabilidade". Além disso, afirmou que vai ter "um montão" de militares em seu governo.

    Para uma plateia de cerca de 170 empresários, sendo sete mulheres, Bolsonaro disse que "não escolheu uma mulher como vice só para ganhar voto", mas admitiu que muitos assustaram-se por ter escolhido um general.

    "Tem partido, candidato, que escolhe o vice para fins eleitoreiros, que tem que ser de tal gênero. Eu quero governabilidade. Eu não faço acordo com o diabo para chegar lá", disse.

    Bolsonaro disse ainda que precisa de um vice "que meta o pé na porta". Além disso, afirmou que o general Mourão é "uma pessoa culta, patriota e que tem responsabilidades e virtudes".

    "O país tem problemas seríssimos para resolver e tem que ter um vice que trabalhe junto comigo e que não seja uma peça decorativa", disse.

    O candidato disse que haverá outros militares em seu governo como ministros, mas não especificou o número. "O Parlamento sempre tratou muito bem os integrantes das Forças Armadas quando tiveram que ir lá em comissões para debater assuntos", justificou.

    Falem mal...

    Mesmo ausente, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, foi um dos principais personagens da sabatina, promovida ontem (6) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em Brasília.

    O militar da reserva do Exército foi um dos únicos candidatos que declinou do convite feito pela Coalização Pela Construção, grupo formado 26 entidades da indústria da construção, mas acabou sendo citado direta ou indiretamente pela maioria dos candidatos presentes.

    A explicação para a ausência de Bolsonaro foi um conflito de agendas. O deputado federal esteve em um almoço hoje na Federação das Indústrias do Rio (Firjan) e se encontrou com aproximadamente 170 empresários da instituição.

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