Fonte: OpenWeather

    Com a Palavra


    Pré-candidato à presidência Flávio Rocha fala ao EM TEMPO

    Durante visita à capital amazonense, onde cumpriu agenda política, Flávio Rocha conversou com o EM TEMPO, onde destacou a necessidade de colocar o país na rota dos investimentos internacionais

    Manaus - Liberal na economia e conservador dos costumes. Assim se define Flávio Rocha (PRB), ex-CEO das lojas Riachuelo e pré-candidato à Presidência da República. Durante visita à capital amazonense, onde cumpriu agenda política, ele conversou com o EM TEMPO, onde destacou a necessidade urgente de colocar o país na rota dos investimentos internacionais novamente, declarou-se a favor da revisão do estatuto do desarmamento e da Zona Franca de Manaus.

    EM TEMPO - Você acredita que a gestão de pessoas e a administração de valores altos são pontos favoráveis num candidato que vem da classe empresarial?

    Coletiva Flávio Rocha
    Coletiva Flávio Rocha | Foto: Marcely Gomes

    Flávio Rocha – Sem dúvidas. Essas são características que diferenciam a lógica da empresa bem-sucedida e a lógica do Estado. Na gestão de uma empresa privada, o mais importante é a gestão dos seus talentos, das suas pessoas. No Estado, é o túmulo da meritocracia, que é um valor sagrado. As pessoas crescem, se desenvolvem, investem em si mesmas e se esforçam de acordo com o ambiente meritocrático em que estão. A estabilidade de emprego, para mim, é o inimigo mortal da meritocracia. Quero trazer um choque de gestão formado por meritocracia e foco no cliente. Empresa bem-sucedida é aquela que adivinha o que o cliente quer. O Estado é totalmente o contrário disso porque é voltado para as corporações, onde o que se discute são privilégios e planos de carreira.

    EM TEMPO – Você se considera um liberal?

    FR – Me defino como um candidato absolutamente convicto de que o liberalismo leva à prosperidade. Então sim, sou um liberal.

    EM TEMPO – Você afirmou recentemente que a Riachuelo vive um dos seus melhores momentos da história. Por que deixar a estabilidade da gestão empresarial para disputar a presidência?

    FR – Tem decisões que você toma perguntando o que é bom para si, para sua família, para sua empresa. E tem decisões que você não toma, mas Deus que manda. Acredito muito nisso. Senti que havia concluído uma etapa. Esse é o melhor ano em 70 anos de história das lojas. Agora dou um passo nesse novo desafio pela falta absoluta de ter em quem votar. É impressionante como 35 partidos, com uma classe política com tanta gente e projetos diferentes, não conseguem enxergar o que o povo quer. As pessoas querem um liberal na economia e um conservador nos costumes. Só tem eu.

    EM TEMPO – Você acredita que a sua experiência empresarial e os dois mandatos como deputado são diferenciais?

    FR – Sou muito grato aos 8 anos de vida política, que me ensinaram, desensinaram e ajudaram a construir consensos. Minha vivência política e minha experiência com um case emblemático de sucesso, que é a Riachuelo, me credenciam ao cargo.

    EM TEMPO – É do seu interesse formar aliança com o senador Álvaro Dias?

    FR – Encontrei-o casualmente durante uma palestra que ministrei. Quando acabei, conversamos e ele foi muito gentil. Tenho estimulado o ministro Marcos Pereira, que é ex-Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços do Brasil e nosso articulador político, a construir um acordo porque tenho certeza de que nossa candidatura crescerá daqui para a frente e vamos liderar esse bloco de centro.

    EM TEMPO – Desde que entrou em vigor em 2003, o Estatuto do Desarmamento não conseguiu reduzir os índices de violência no Brasil. O que o senhor pensa a respeito?

    FR – A política do desarmamento deu errado, foi contra a vontade do povo. Maioria da população votou contra o desarmamento e mesmo assim ele foi aprovado. Esse desarmamento foi feito por pessoas que querem desarmar cidadãos de bem e armar criminosos. Não se deve armar a população por completo, mas existe uma parcela que é apta para portar uma arma. Sou a favor da revisão desse estatuto e ouso dizer que boa parte da população concorda comigo.

    EM TEMPO – Semana passada, o ex-ministro Joaquim Barbosa anunciou que não irá se candidatar à Presidência. Como você avalia o cenário político com a saída dele?

    FR – Sem sobra de dúvidas o ex-ministro tem seu lugar de honra na história. Foi um homem determinante no combate à corrupção e esteve heroicamente à frente da luta. Ele com certeza tem outras missões para com o país.

    EM TEMPO – O Polo Industrial de Manaus é um dos motores da economia do Amazonas. Quais seus planos para esse modelo, caso eleito?

    FR – Temos que atuar no Plano Nacional porque a indústria está sendo expulsa do país. Não faz sentido um país com nosso estado de desenvolvimento ter apenas 11% de espaço para a indústria. Isso faz parte de um ataque absurdo contra a competitividade do Brasil, um cerco burocrático asfixiante que só pode ter um fundo ideológico para isso. Sou um dos únicos a me manifestar sobre a Zona Franca, e não apenas quando venho. Tenho me manifestado no Brasil todo acerca do mecanismo mais inteligente para lutar contra a desigualdade regional, que são os incentivos ficais. 

    Comentários