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    Eleições 2018


    Omar oficializa pré-candidatura ao lado de ex-aliados de Amazonino

    Omar afirmou que iniciará os diálogos para ter um candidato a vice e falou da amizade com Arthur Neto. Ele desmentiu ainda as denúncias de superfaturamento

    A cerimônia contou com a presença de ex-aliados do governador Amazonino Mendes | Foto: Márcio Melo

    Manaus - O Partido Social Democrático oficializou, nesta quinta-feira (5), a pré-candidatura do senador Omar Aziz ao governo do Estado do Amazonas e adiantou que a convenção acontecerá, no dia 4 de agosto. A cerimônia contou com a presença de ex-aliados do governador Amazonino Mendes (PDT), candidatura natural à reeleição, Liliane Araújo (ex-secretária executiva no Fundo de Promoção Social- FPS) e o deputado estadual Sidney Leite (ex-secretário da Casa Civil).

    Na ocasião, Omar afirmou que iniciará os diálogos para ter um candidato a vice. Ele garantiu que, ao ser eleito, atuará para promover um novo modelo de gestão com eficiência para impedir ausência de licitações e excessivos gastos públicos. A administração estará focada nas fiscalizações dos recursos.

    Quanto aos próximos passos do partido, ele afirma que a intenção é divulgar uma chapa com candidaturas competitivas para os cargos de deputado estadual, federal e senador.

    Ao descrever o motivo da pré-candidatura, Omar disse vai dar continuidade aos bons projetos
    Ao descrever o motivo da pré-candidatura, Omar disse vai dar continuidade aos bons projetos | Foto: MMelo


    Alianças

    Pensando nas possíveis alianças, que começam a se desenhar a partir de agora, Omar informou que é uma honra poder contar com o prefeito Arthur Neto (PSDB) como aliado, mas garante que não haverá mágoas, se ele decidir não apoiá-lo. Ele disse que isso pode ocorrer porque faz parte do processo político.

    “Minha relação como ele é muito antiga, de amigos. Mas, ele tem um partido político e tem toda autonomia para escolher alianças. Independente se vai me apoiar ou não, nossa relação de amizade vai continuar”, disse. Ele que iniciou diálogos com vários políticos, sinaliza que o apoio do tucano é importante para a sua candidatura, já que Arthur tem uma boa história com o Amazonas.

    Descrédito político

    Ao descrever o motivo da pré-candidatura, Omar disse que a população está desacreditada com a classe política e há uma espécie de vácuo, por conta dos programas, implantados por ele e que foram descontinuados, como o Ronda nos Bairros.

    “As pessoas estão repletas de problemas em casa, estão desempregadas e enfrentam problemas com a segurança pública e saúde. Não dá para tirar a razão das pessoas. Antes de se criar um programa, é necessário ouvir a população, planejar e executar”, comentou ao sinalizar os parâmetros para atuação à frente do governo, a partir do dia 1º de janeiro.

    Contratação de Giulliani

    Sobre os acontecimentos recentes e polêmicos, como a contratação do ex-prefeito de Nova Iorque, Rudolf Giulliani, para implantar um projeto de segurança no Estado, com custo de R$ 5 milhões, o pré-candidato é enfático e diz o especialista não trouxe novidades.

    “Ele disse que temos de fechar as fronteiras. Nós já sabemos que lá é a maior entrada de droga do país há muito tempo. Aí, se paga uma fortuna para ele dizer o que todos nós já sabíamos”, acrescentou. Ele aponta que o programa Ronda no Bairro, hoje, está ultrapassado, mas haverá uma modernização da iniciativa para estreitar o laço entre a comunidade e a polícia.

    Omar criticou o contrato com o ex-prefeito Rudolf Giulliani
    Omar criticou o contrato com o ex-prefeito Rudolf Giulliani | Foto: Márcio Melo


    Novo modelo

    Entre outras mudanças, que pretende implantar está a retirada de “superpoderes” de secretários estaduais, que se consideram “semideuses”.

    “Vamos acabar com essa história de que o secretário é o dono da pasta e tem vontade absoluta”, disse. Para ele, as secretarias de Estado precisam de uma fiscalização, que deve ser feita por representantes da sociedade.

    “Pretendo criar em cada pasta, uma organização não-governamental, que terá poderes para fiscalizar tudo, dando transparência aos recursos públicos da população”, afirmou.

    Construção da ponte 

    Na oportunidade, Omar Aziz também defendeu-se das acusações de superfaturamento na construção da Ponte Jornalista Phelippe Daou (Ponte Rio Negro), que liga Manaus a Iranduba, e da obra da Arena da Amazônia. Sobre o assunto, ele disse que já foi inocentado e o processo tramita há três anos, sem que haja denúncia.

    Já sobre o possível parentesco com o médico Mohamad Mustafá, acusado de desviar mais de R$ 100 milhões da saúde pública do Estado, Aziz fez um desafio.

    "Desafio alguém a provar que há laços familiares entre nós. É comum descendentes árabes se chamarem de primos”, disse ao desmentir o parentesco.

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