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    Segurança


    Vídeo: Prefeito de Manaus pede 'atitude' de Amazonino em segurança

    Prefeito de Manaus disse que vai denunciar a insegurança no Amazonas à ONU, OEA, e ao Ministério Público Federal (MPF)

    Confira reportagem | Autor: TV Em Tempo

    Manaus - No exato momento em que o prefeito de Manaus iniciava uma coletiva sobre as ocorrências de furtos e vandalismo nas unidades de serviço público da gestão municipal, na tarde desta sexta-feira (14), na UBS João Nogueira da Matta, no Zumbi dos Palmares, uma funcionária da unidade teve seu veículo arrombado.

    A situação confirma a situação de insegurança no Estado. Até agosto deste ano, a prefeitura registrou cerca de 2 mil casos entre furtos, vandalismo, roubos e assaltos à mão armada, com reféns em unidades básicas de saúde, escolas e unidades de assistência social e transporte.

    Entrevista com Prefeito de Manaus sobre segurança pública no Estado | Autor: Video: Márcio Melo

    Diante do alto número de ocorrências que prejudicam o funcionamento de serviços básicos ao manauara, o prefeito Arthur Virgílio Neto exigiu atitude do governador Amazonino Mendes. 

    Durante a coletiva da prefeitura em UBS, um veículo foi arrombado
    Durante a coletiva da prefeitura em UBS, um veículo foi arrombado | Foto: Márcio Melo

    “O Brasil e o mundo precisam saber que Manaus está vivendo em uma verdadeira ditadura, provocada pela ação do crime organizado e pela omissão do governo do Estado. A violência pública está deixando a população atônita e amedrontada e a Prefeitura de Manaus tem sido, insistentemente, impedida de prestar seus serviços essenciais por essa conjuntura de inércia do governo estadual e diante do terror provocado por grupos de criminosos. Vou denunciar à Organização das Nações Unidas (ONU), à Organização dos Estados Americanos (OEA), ao Ministério Público Federal (MPF), onde for preciso. Manaus está se tornando um México, no momento mais crucial de violência, quando tantas vidas foram abatidas”.

    O prefeito saliento que a UBS em que estava,  foi assaltada duas vezes, em 30 dias. "Até a carreta da mulher foi assaltada, então mulheres deixaram de fazer exames de colón de útero e preventivos de câncer de mama, porque simplesmente os traficantes não concordaram que elas o fizessem por meio do terror. Diante disso, nós vemos o silêncio e omissão do governador. Ele é totalmente incapaz e deveria renunciar imediatamente, ou ele é completamente cumplice disso. Então deveria ser processado e julgado de maneira dura, porque não há crime mais grave do que esse cometido contra o povo de Manaus”, enfatizou Neto.

    Arthur Neto enfatizou o descontamento com o governador do Amazonas e disse que, se o governador de Manaus não gosta dele, ele também não gosta do governador. "Ele não falando comigo, eu dou graças a Deus. Eu também não o suporto, não o admiro. Ele mente por profissão e eu não gosto de mentira. O grupo que o cerca, o empurra para uma eleição perdida, porque ele vai perder essa eleição. Ele soube ser bem humilde quando quis ser governador, o que não pode é deixar o povo do Amazonas sem segurança. Outro dia eu o vi num debate e ele não entendia o que estava sendo perguntado. Percebi fraqueza dele nas faculdades mentais".

    Além da cobrança ao governador do estado, o prefeito instaurou estado de emergência no município. O decreto determina que todas as secretarias que sofreram algum tipo de dano encaminhem dados semanais e mensais para a elaboração de um relatório que será enviado às autoridades, sobretudo ao Ministério Público, Estadual e Federal, para que as forças de Estado adotem medidas que possam coibir a insegurança que a população de Manaus está sendo submetida.

    Secretaria de Segurança Pública 

    Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que " vê com preocupação a tentativa do prefeito Arthur Virgílio Neto de obter ganhos políticos atacando o sistema de segurança pública com finalidade unicamente eleitoral. Esta não é uma postura republicana, democrática e nem o que se espera do chefe do poder executivo municipal".

    A nota acrescenta ainda que "desde outubro de 2017, a nova gestão da SSP reorganizou o setor, que vinha sofrendo cortes orçamentários, congelamento de gastos e dos salários dos servidores há pelo menos três anos, acrescentando que encontrou um cenário de dívidas e muitas demandas reprimidas".

    De acordo com a SSP,  a segurança pública deve fechar o ano com o maior orçamento em pelo menos dois anos, chegando a R$ 1,6 bilhão. 

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