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    Notas da Contexto


    E durante período eleitoral, isso pode?

    Abono de R$ 3 mil para cada carga horária de 20 horas será pago no próximo dia 15 a professores

    Amazonino Mendes, candidato ao governo do estado
    Amazonino Mendes, candidato ao governo do estado | Foto: Lion

    O candidato do PDT ao governo do Estado, Amazonino Mendes (PDT), realizou comício com os professores, onde ofereceu mundos e fundos, às vésperas da eleição, e não aconteceu nada.

    Agora, em plena campanha para o segundo turno, decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) autoriza o pagamento do abono oriundo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) aos professores e pedagogos da rede pública estadual, concedido pelo Governo do Amazonas. Coisa que o governador nunca quis fazer quando não era candidato.

    Fala, TRE!

    O abono de R$ 3 mil para cada carga horária de 20 horas será pago no próximo dia 15, data em que se é comemorado o Dia do Professor.

    “Legalista que sou”

    Em entrevista a uma rádio, nessa terça-feira (10/10), Amazonino lamentou a postura adotada por Wilson Lima (PSC), que, com toda razão, botou pra cima.

    — Como legalista, estou pagando esse abono, que é justíssimo. Eu queria pagar era mais – reagiu Mazoca.

    Mui legalista!

    Ué, mas por que, então, o governador não adotou essa postura de “ legalista” em março deste ano, quando os professores entraram em greve, porque ele, Amazonino, se negou a reajustar os salários?

    Perguntar não ofende

    O governador disse que tudo que é “benéfico para o cidadão”, para a pessoa, “nós políticos deveríamos respeitar”.

    Benéfico para o cidadão ou para o resultado da eleição?

    Por que não fez?

    Bom, se Amazonino pensasse assim com “essa grandeza” em março, teria evitado uma greve de quase 40 dias, que só trouxe desgaste para os professores e para os estudantes.

    Veja o que ele disse no dia 23 de março de 2018, em Parintins, num encontro tumultuado com os professores em greve:

    — Essa greve está sendo instrumentalizada por políticos opositores!

    Depois dessa, os professores viraram as costas para o governador e se retiraram do encontro, gritando palavras de ordem de protesto.

    Alguém lembra?

    Wilson nos bastidores

    Apesar do anúncio de neutralidade do deputado David Almeida (PSB) para o segundo turno, o burburinho na sua base é de que a sua tropa deve seguir na trincheira de Wilson Lima (PSC), para ajudá-lo a derrotar o candidato da máquina.

    Noiva do 2º turno

    Certo é que David, depois de sair do primeiro turno com mais de 417 mil votos, sendo mais de 200 mil só na capital, é visto como a noiva do segundo turno.

    Nana, nina, não!

    Comenta-se, também, nos bastidores da política baré, que os emissários de Amazonino tentam uma aproximação. Mas David, em relação ao governador, se mantém irredutível.

    Arthur na mira

    O presidente do PSDB de São Paulo, deputado Pedro Tobias, encaminhou à direção nacional do partido um pedido de expulsão do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

    No entanto, o tucano da Amazônia mandou um recado de volta: não teme a ameaças, porque, desde o início, nunca disse que iria apoiar Geraldo Alckmin.

    Nunca escondeu

    Na reta final da campanha, Virgílio declarou apoio à candidatura de Marina Silva (Rede) à Presidência, contra Geraldo Alckmin, que também é presidente nacional do PSDB.

    Faltou caráter

    Bem mais digno do que aqueles que, como João Dória (PSDB-SP), declararam apoio velado a Jair Bolsonaro, quando o candidato de seu partido ainda estava no páreo.

    Isso sim é uma grande falta de caráter.

    Traidores

    O diretório paulista já expulsou, até agora, sete integrantes, entre prefeitos e vereadores que declararam apoio a Jair Bolsonaro (PSL) antes do primeiro turno.

    “Bolsodoria”

    Outros três processos começaram na semana passada, tendo como alvos militante que criaram um grupo de apoio ao voto “Bolsodoria”, e devem ter o mesmo desfecho.

    PDT apoia Haddad

    O PDT anunciou, nessa quarta-feira (10), apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A decisão foi tomada em uma reunião da Executiva Nacional do Partido, em Brasília.

    Riscos de Bolsonaro

    Carlos Lupi, presidente do partido, afirmou que a chapa do PT foi a escolhida, por causa dos riscos que a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) traz ao Brasil.

    — Hoje, o tipo de golpe é mais sofisticado, um golpe que pode ser legitimado pelo voto popular, o que torna maior o risco à democracia brasileira –, afirmou Lupi.

    Avisa o Negão

    Só faltou mesmo Lupi telefonar para o Amazonas e, em nome do PDT, avisar o Amazonino. Porque, por aqui, o Negão já colou na onda de Bolsonaro e não quis nem saber o que pensa o seu partido.

    Já sofremos muito

    O presidente do PDT tem memória. Disse que “nós já sofremos em 1964, nós sabemos o que foi 1968, nós somos filhos e netos dos que sofreram na ditadura”.

    Memória de sangue

    Lupi lembrou que o PDT é o partido dos cassados, dos oprimidos, dos exilados e dos mortos.

    — É em nome desta memória que queremos alertar o povo brasileiro do risco que o Brasil corre elegendo essa personalidade que hoje engana o povo –, completou.

    Quem vai de Haddad

    Além do PDT, outros partidos, como PSOL e PSB, já anunciaram apoio à candidatura de Fernando Haddad.


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