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    Deslizes


    ‘Paulo Guedes fica conosco até o final’, defende Bolsonaro

    O Presidente da república afirmou que o governo deve muito ao ministro e que Paulo Guedes deve ficar em sua equipe até o fim do mandato

    Bolsonaro minimizou as afirmações de Guedes e classificou as falas como “deslizes”, o qual o mesmo já afirmou cometer muito.
    Bolsonaro minimizou as afirmações de Guedes e classificou as falas como “deslizes”, o qual o mesmo já afirmou cometer muito. | Foto: Acervo Fotográfico - Palácio do Planalto


    Manaus – Durante o discurso em uma cerimônia formal em Brasília, o presidente da República Jair Bolsonaro (Sem partido) reiterou seu compromisso com o ministro da Economia, Paulo Guedes. O ministro, recentemente, afirmou em suas declarações que funcionários públicos são “parasitas”, além de comentar que a baixa do dólar possibilitou uma “festa danada” de viagens de empregadas domésticas à Disney.

    Na tarde desta terça-feira (18), durante o discurso de posse do novo ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, Bolsonaro minimizou as afirmações de Guedes e classificou as falas como “deslizes”, o qual o mesmo já afirmou cometer muito.

    “Paulo Guedes tem alguns problemas pontuais como todos nós temos. Ele está no governo muito mais pela sua competência, do que por possíveis deslizes que eu mesmo já cometi no passado”, declarou Jair Bolsonaro à plateia presente no evento, transmitido pela TV Brasil.

    Bolsonaro ainda disse que o governo deve "muito" ao ministro da economia e Guedes deverá permanecer na equipe do governo até o fim do seu mandato.

    “O Paulo não pediu para sair, mas tenho certeza que ele vai continuar conosco até o final. Paulo Guedes não é militar, mas ainda é um jovem aluno do Colégio Militar de Belo Horizonte. Muito obrigado por estar entre nós”, agradeceu a Jair.

    As polêmicas

    Na semana passada, Paulo Guedes discursava em evento em Brasília e afirmou que o câmbio no custo de R$ 1,80 era "uma festa danada" e permitia que empregadas domésticas pudessem viajar à Disney sem maiores problemas.

    “O câmbio não está nervoso, (o câmbio) mudou. Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada”, afirmou Guedes.

    Ainda no início de fevereiro, Paulo ainda havia comparado servidores públicos a parasitas. A declaração foi feita durante uma palestra no Rio de Janeiro, ao defender a reforma administrativa, uma das principais bandeiras do governo.

    “O governo está quebrado. Gasta 90% da receita toda com salário e é obrigado a dar aumento de salário. O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita. O dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático, não dá mais”, mencionou o ministro na época.

    Novos ministros

    O presidente empossou na cerimônia no Palácio do Planalto, os novos ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, e da Cidadania, Onyx Lorenzoni. Netto assumiu a Casa Civil na vaga de Onyx, transferido para o Ministério da Cidadania, antes comandada pelo deputado Osmar Terra (MDB-RS), que deixou o governo. As mudanças foram anunciadas na semana passada.

    Com Braga Netto, um general da ativa do Exército, Bolsonaro consolidou o processo de “militarização” do núcleo palaciano. Agora, todos os ministros com gabinete no Palácio do Planalto são militares: três generais e um policial militar da reserva do Distrito Federal.

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