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    'Não será obrigatória e ponto', diz Bolsonaro sobre vacina da Covid-19

    O anúncio foi um rebate a declaração do governador João Doria, que pretende tornar obrigatória a imunização contra o vírus em São Paulo

    | Foto: Divulgação

    Brasil - O presidente Jair Bolsonaro  (sem partido) voltou a afirmar que a vacina contra a Covid-19 não será obrigatória no Brasil. A declaração, feita nesta segunda-feira (19) a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. 

    O posicionamento do presidente foi considerado um rebate da decisão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) que pretende exigir a imunização no Estado assim que uma vacina estiver disponível no país. 

    “Meu ministro (da Saúde, Eduardo Pazuello) já disse claramente que não será obrigatória essa vacina e ponto final. Tem um  governador aí que está se intitulando o médico do Brasil, dizendo que ela será obrigatória. Repito que não será“, afirmou Bolsonaro. 

    A afirmação do presidente reforça a mensagem já defendida em outras ocasiões pelo mandatário.

    Na última sexta- feira (16), Bolsona publicou em suas redes sociais que o governo não recomendará a vacinação obrigatória e enfatizou na ocasião que a Lei 6.259 de 1975 atribui ao Ministério da Saúde a regulação do Programa Nacional de Imunizações, enquanto aos governos estaduais resta o papel de “propor medidas legislativas complementares”, que devem ter “anuência prévia do Ministério da Saúde”.

    “O Ministério da Saúde irá oferecer a vacinação, de forma segura, sem açodamento, no momento oportuno, após comprovação científica e validada pela ANVISA, contudo, sem impor ou tornar a vacinação obrigatória”, disse o chefe de Estado .

    Já o governador paulista disse que a vacina contra a Covid-19 será obrigatória no Estado assim que o imunizante estiver disponível.

    O governo paulista tem parceria para os testes e produção da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech.

    “Em São Paulo, a vacinação será obrigatória, exceto para quem tenha orientação médica e atestado médico de que não pode tomar a vacina. E adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido”, disse Doria. 

    Confira o vídeo da declaração de Bolsonaro:

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