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    Comércio no Centro


    Na véspera do Natal, Em Tempo flagra trabalho infantil no Centro

    Muitas famílias, por viverem em situação de pobreza, enviam os filhos ainda crianças para os principais pontos da capital para trabalharem

    Aproximadamente 2,5 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, são expostos ao trabalho infantil no Brasil
    Aproximadamente 2,5 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, são expostos ao trabalho infantil no Brasil | Foto: Johny Vasconcelos/ Em Tempo

    Manaus - Em Manaus, nesta segunda-feira (24), véspera de Natal, o Em Tempo pôde observar crianças trabalhando no Centro de Manaus. Muitas famílias, por viverem em situação de pobreza, enviam os filhos para os principais pontos da capital para trabalharem, porém, a Constituição brasileira, no artigo 7, proíbe o trabalho infantil. A única exceção é dada aos aprendizes, que podem trabalhar a partir dos 14 anos.

    Um estudo feito e lançado em abril deste ano pela Fundação Abrinq, mostra que 17 milhões de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, no Brasil, vivem em situação de miséria. Jovens entre 15 e 17 anos, somando quase 1,6 milhão, estão fora da escola. No ano de 2016, aproximadamente 500 mil meninas entre 10 e 19 anos tiveram filhos. E 2,5 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalham, quando deveriam estar na escola.

    O Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) determina que, pelos direitos fundamentais, as sanções, quando há crimes contra crianças e adolescentes, os órgãos devem prestar assistência, investigando os fatos.

    Trabalho infantil é visto na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus
    Trabalho infantil é visto na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus | Foto: Ione Moreno/ Em Tempo

    No Centro de Manaus, de acordo com a vendedora ambulante Mônica Souza, os órgãos responsáveis pela segurança das crianças e dos adolescentes deveriam fiscalizar constantemente o uso do trabalho infantil.

    “A gente vê, atualmente, as pessoas lutando por várias causas, mas acabam esquecendo do trabalho infantil. Devíamos dar mais valor a isso”, expressou.

    Segundo a cuidadora de idosos Elizeth Marques, as crianças não têm culpa por estarem trabalhando nas ruas de Manaus. Para ela, é responsabilidade dos pais, que permitem que meninos e meninas saíam de casa em busca de dinheiro, ao invés de irem para a escola.

    “A maioria dos pais não tem responsabilidade com os seus filhos, se tivessem, eles não estariam na rua. Os conselhos tutelares não aparecem para ajudar essas crianças. Infelizmente, uma boa parte dos pais não dão mais importância para os estudos dos filhos”, contou.

    Edição: Isac Sharlon

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