Fonte: OpenWeather

    Reajuste


    É oficial: professores do Amazonas entram em greve na segunda-feira

    A greve foi aprovada durante assembleia feita nesta terça-feira (9), no Rio Negro Clube

    A data-base dos trabalhadores do Estado venceu no dia 1º de março
    A data-base dos trabalhadores do Estado venceu no dia 1º de março | Foto: Priscila Rosas

    Manaus - Os professores da rede estadual do Amazonas aprovaram a greve da categoria nesta terça-feira (9). A paralisação, no entanto, começa oficialmente na próxima segunda-feira (15). O indicativo de greve foi votado durante assembleia geral feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), que começou às 16h na quadra do Rio Negro Clube, no Centro de Manaus. 

    De acordo com o Sinteam, aproximadamente 8 mil professores participaram da reunião. Mesmo com a ameaça do governo de aplicar falta para evitar que os trabalhadores aprovassem um indicativo de greve, a categoria decidiu paralisar a partir do dia 15.

    O próximo passo do sindicato é comunicar o governo do Amazonas e a sociedade em geral sobre a greve. A lei afirma que somente 72h após o comunicado oficial é permitido fazer a paralisação.

    Categoria esteve reunida na tarde desta terça-feira (9)
    Categoria esteve reunida na tarde desta terça-feira (9) | Foto: Divulgação

    "Amanhã (quarta-feira) avisamos formalmente o governo e a partir daí começa a contar o prazo. Se não houver nova reunião e uma proposta melhor nesse período, a greve inicia na segunda-feira, dia 15. Estamos em estado de greve", explicou a presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues.

    Desde fevereiro, o sindicato negocia o reajuste salarial dos trabalhadores da Educação. Houve avanço nas pautas secundárias, mas no percentual de aumento, há um impasse. 

    Segundo a presidente, Ana Cristina Rodrigues, o diálogo com o governo praticamente cessou porque a categoria busca uma audiência com o governador Wilson Lima há quatro meses, mas não houve resposta.

    Professores gritam "Greve, já!" durante Assembleia | Autor: Divulgação

    “Há um impasse sobre nosso percentual. Queremos 15% de reajuste salarial e a Seduc e Sefaz nos dizem que vão dar 3,93%. Nossa categoria não aceita”, afirmou Ana.

    Conforme o Sinteam, os trabalhadores da Educação ficaram de 2015 a 2018 sem reposição salarial e pediam 30% de reajuste no ano passado. Depois de uma greve de 18 dias, eles conquistaram um reajuste de 27,02%, cuja última parcela foi paga em janeiro desse ano. A data-base dos trabalhadores do Estado venceu no dia 1º de março. 

    “Acontece que o percentual pago já estava defasado. O cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou que houve 9,6% de perdas do poder de compras referentes a esses quatro anos, mais a reposição da inflação de 3,93%, o que totaliza 13,53% só de reposição. Estamos pedindo menos de 1,5% de ganho real, embora mereçamos mais.”, explica Ana Cristina.

    Posicionamento

    Em nota, a Seduc informou que o Governo tem se mantido aberto ao diálogo com os representantes das categorias para apresentar as propostas. A nota diz que a pasta está analisando as pautas apresentadas, que "poderão ser atendidas em curto, médio e longo prazo, conforme acertado em quatro reuniões com o Sindicato do dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam)", diz o comunicado.

    "Além disso, o Governo já garantiu a reposição salarial de 3,93%  e apresentou a proposta de pagamento das progressões horizontais por tempo de serviço,  garantindo mais 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação. Houve ainda a proposta de pagamento das progressões verticais por qualificação que podem representar ganhos de 12%, 50% e 55%", continua a nota. Segundo a Seduc, as propostas foram apresentadas como alternativa para garantir os ganhos reais aos servidores, dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

    Veja reportagem da TV Em Tempo:

    Veja reportagem | Autor: Mei Shapiama/TV Em Tempo

    Leia Mais 

    Vídeos: alunos do Ifam protestam por direito a transporte no Amazonas

    Professores devem se reunir na próxima semana para discutir greve

    Sem resposta, professores do AM devem se reunir em nova assembleia

    Comentários