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    Reajuste


    Greve no fim? Professores e Governo negociam acordo nesta terça

    Após uma semana de greve, professores fizeram uma mobilização na manhã desta segunda-feira (22)

    Professores realizaram uma manifestação nesta segunda-feira (22)
    Professores realizaram uma manifestação nesta segunda-feira (22) | Foto: Euzivaldo Queiroz/SINTEAM

    Manaus - Após uma semana do início da greve, o impasse sobre o reajuste salarial dos professores do estado do Amazonas continua. Na manhã desta segunda-feira (22), a categoria esteve reunida com o secretário de Educação, Luiz Castro, mas as indefinições prosseguem sem um acordo definitivo.

    A categoria deve se reunir com as autoridades do Estado nesta terça-feira (23). As informações são do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam). 

    Desde às 9h desta segunda, os professores da rede de ensino estadual realizaram uma manifestação na tentativa de o governador, Wilson Lima, receber o sindicato. Segundo o Sinteam, pelo menos 500 pessoas saíram da Ponte Rio Negro, na Zona Oeste, em caminhada até a sede do governo do Estado, localizada na Avenida Brasil, onde havia mais uma centena de trabalhadores da Educação.

    Conforme o Sinteam, a ponte Rio Negro foi escolhida para representar a união dos trabalhadores da capital e do interior.

    "Não há contraproposta do governo. A decisão do comando de greve é continuar na sede do governo e só sair depois que o Sinteam for recebido por Wilson Lima", disse Ana Cristina Rodrigues, presidente do sindicato.

    Caso os trabalhadores não sejam atendidos, há um indicativo de acampamento em frente à sede do governo a partir da noite desta segunda-feira.

    Professores fizeram manifestação na frente da sede do governo
    Professores fizeram manifestação na frente da sede do governo | Foto: Divulgação

    Reivindicações

    Os professores da rede estadual de ensino pedem reajuste salarial de 15%, sendo 3,93% a reposição da inflação, 9,6% a perda do poder de compra referente ao período de 2015 a 2018, quando os trabalhadores ficaram sem reajuste salarial e 1,47% de ganho real. A data base da categoria venceu no dia 1º de março.

    Além do percentual de reajuste, o Sinteam reivindica aumento do auxílio localidade, congelado em R$ 30 há 30 anos, as progressões horizontais e verticais, que não vem sendo cumpridas, vale-alimentação para todos os servidores, vale-transporte sem desconto, plano de saúde para o interior e aposentados, segurança nas escolas e fim do assédio moral por parte dos gestores.

    Asprom Sindical

    O Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom Sindical) também emitiu à imprensa uma nota informativa a respeito da reunião comunicando que o reajuste salarial não foi definido.

    “Foi oficialmente formada uma Comissão Paritária de Negociação entre o Asprom Sindical e o Sinteam. Ela foi recebida pelos secretários Luiz Castro e Fabiano Bo. Porém, os dois não apresentaram contrapropostas para a categoria”, disse em nota.

    Enquanto não houver contraproposta, a Comissão Paritária deve implementar o acampamento em frente à sede do governo, a partir das 18h.  

    Outro Lado

    Nesta terça-feira (23), o Governo do Amazonas receberá os representantes do conjunto de movimentos sindicais de professores da rede estadual de ensino, em continuidade às negociações da data-base da categoria. A reunião será com o governador em exercício, Carlos Almeida Filho, que receberá os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), do Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom-Sindical) e do comando de greve da categoria.

    Reunião

    Governo deve se reunir com a categoria nesta terça-feira (23)
    Governo deve se reunir com a categoria nesta terça-feira (23) | Foto: Roberto Carlos/SECOM

    Os representantes do Sinteam, Asprom Sindical e do comando de greve conversaram, nesta segunda (22), com o secretário de Estado da Educação, Luiz Castro, que reforçou o interesse do Governo do Amazonas em fortalecer o diálogo com a categoria.

    O secretário executivo da capital da Seduc, Bibiano Filho, também participou da reunião, onde mais uma vez foi assegurado aos representantes dos movimentos sindicais que as propostas apresentadas estão em análise pelo Governo do Amazonas, que já garantiu a correção, em 3,93%, da data-base aos servidores da área da educação.

    Luiz Castro entregou aos representantes do movimento documentos produzidos pela Secretaria de Estado de Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM) em que o Estado expõe as razões pelas quais está impedido de conceder reajuste acima da inflação neste ano. Ao ultrapassar o limite de gastos com pessoal, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impede que o Governo conceda ganho real à categoria.

    Segundo o secretário da Seduc, as demais demandas apresentadas pelo movimento já estão em estudo para execução em curto, médio e longo prazos, a exemplo da ampliação do auxílio-alimentação, auxílio-localidade, vale-transporte para professores de 40 horas e o cumprimento do enquadramento vertical e horizontal no plano de carreiras da categoria.

    “Foi muito importante esse dia de articulação para buscarmos o equilíbrio no diálogo com todos os movimentos da categoria”, disse Luiz Castro, ao destacar que há um avanço nessa unidade de diálogo. Ele ressaltou que, já em janeiro deste ano, o Estado honrou a reposição salarial de 9,38% para os trabalhadores da educação, bem como tem se dedicado a melhorar a qualidade da rede estadual de ensino, citando como exemplo reparos e manutenção de 352 escolas na capital e interior e a melhoria da qualidade da merenda escolar.

    *Com informações das assessorias do Sinteam, Asprom Sindical e Governo 

    Veja reportagem da TV Em Tempo:

    Veja reportagem | Autor: Bárbara Mitoso/TV Em Tempo

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