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    Crise na educação


    Sinteam nega que greve dos professores no AM tenha motivação política

    A greve seria, conforme áudio veiculado nas redes sociais, uma maneira da presidente do Sinteam conseguir vagas dentro do governo. Sindicato nega a justificativa

    Professores estão em greve desde o dia 15 de abril
    Professores estão em greve desde o dia 15 de abril | Foto: Daniel Landazuri

    Manaus - Às vésperas de completar um mês, na próxima quarta-feira (15), a paralisação de professores da rede pública de ensino no Amazonas pode perder as forças nos próximos dias. Isto porque circula, nas redes sociais, a informação de que o movimento liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam) visa interesses políticos. No entanto, o sindicato negou ao Portal EM TEMPO as informações.  

    De acordo com o áudio atribuído, supostamente, a uma mulher, que circula em grupos nas redes sociais, onde ela afirma que a professora Ana Cristina Rodrigues, presidente do Sinteam, decretou a greve em uma "tentativa de negociar cargos no governo em benefício de um partido político", ao qual faz parte.   

    “Então, muitos professores já sabem dessa informação e não querem ser massa de manobra do Cléber e da Ana Cristina, que não quiseram unificar os movimentos porque ela quer respeitar o partido dela. Os professores estão voltando para a sala de aula e irão enfraquecer o movimento”, diz a mulher, que também seria uma professora.

    Segundo o Sinteam, a greve foi decidida pela categoria no dia 2 de abril durante uma Assembleia Geral. Eles ressaltam que não têm poder sozinho de iniciar uma greve se não for da vontade da categoria. Para eles, o áudio trata-se de Fake News e seria uma tentativa de dividir e criar dúvidas na categoria.

    A mesa de negociação é composta pelo comando da greve, que é formada por membros da diretoria da Sinteam e por trabalhadores da base, além da Asprom (embora a carta sindical do Ministério do Trabalho pertença ao Sinteam).

    Conforme informações do Sinteam, não existem representações partidárias dentro dos organismos do sindicato, mas se o professor, como indivíduo, quiser ter afiliação partidária será respeitado - visto que é um direito garantido pela Constituição Federal do Brasil.

    Em adicional, o Sinteam manterá a Assembleia Geral para a categoria avaliar a contraproposta do Governo e decidir os rumos da greve. O encontro ocorrerá nesta terça (14), às 16h, no Rio Negro Clube, na avenida Epaminondas, 570, no Centro, Zona Sul de Manaus.

    “No mais, a professora Ana Cristina Rodrigues desafia a autora do áudio a se identificar e participar do ato de amanhã e não se esconder por detrás de um áudio anônimo”, convida o Sinteam no final do posicionamento dele a respeito do áudio. 

    Edição: Isac Sharlon

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