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    ZONA SUL DE MANAUS


    Moradores ateiam fogo em barricada e bloqueiam trânsito na Betânia

    O protesto é por falta de infraestrutura no bairro

    Os manifestantes interditaram a rua por quase duas horas
    Os manifestantes interditaram a rua por quase duas horas | Foto: Divulgação

    Manaus - Aproximadamente 50 moradores interditaram a rua Adalberto Vale, no bairro Betânia, Zona Sul de Manaus, e incendiaram pneus e madeiras em protesto por falta de infraestrutura. O grupo, que diz morar na rua do Aterro, também naquela comunidade, denunciou o atraso na retirada de famílias que vivem em imóveis na região. A ação, segundo eles, deve ser coordenada pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) e ocorreu na manhã desta terça-feira (4), por volta das 11h. 

    Os manifestantes interditaram a rua por quase duas horas. Na ocasião, a polícia foi acionada para controlar a situação e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas para apagar o fogo ateado em objetos posicionados como barricadas na via. 

    De acordo com Rafael Levi, morador do local, o grupo busca um acordo com a Defesa Civil do município há um bom tempo, mas até o momento não houve resposta do poder público aos moradores.

    “Só vão socorrer quando acontecer o pior, pois estamos esquecidos. Estamos em uma situação precária, expostos aos animais mortos, lixo, entre outras coisas que prejudicam a saúde do ser humano”, disse o morador. 

    O grupo busca um acordo com a Defesa Civil
    O grupo busca um acordo com a Defesa Civil | Foto: Divulgação

    Infraestrutura 

    Conforme as ações do “SOS Enchente 2019”, foram construídos mais de 1 mil metros quadrados de pontes em áreas alagadas. Os becos, que ainda não têm ponte, foram catalogados pela Defesa Civil e devem aguardar o cronograma de construções, que está em andamento. 

    Por meio de nota, a Defesa Civil ressaltou que, “em qualquer situação de risco em residências ou áreas externas, o morador deve procurar um local seguro e acionar a Central de Emergência 199 do órgão para que seja realizado o atendimento de vistoria no local”. 

    Ainda segundo a Defesa Civil, "após o atendimento, a equipe do órgão realizará a devida orientação das providências cabíveis para a situação”. A reportagem aguarda um posicionamento do Governo do Estado sobre a ligação do Prosamim com as famílias.

    *Colaborou com informações Raquel Alves 

    Edição: Isac Sharlon

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