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    Desaparecidos


    Em 6 anos, polícia registra mais de 23 mil desaparecidos no AM

    De acordo com a Polícia, a maioria dos casos de desaparecimento envolve insatisfação pessoal, conflitos familiares ou crimes

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    Manaus - Em seis anos (2013 a 2017), a Polícia Civil do Amazonas (PCAM) registrou 23.395 casos de desaparecimentos no Amazonas. A delegada Catarina Saldanha, titular da Delegacia Especializada em Ordem Polícia e Social (Deops) explica que, em muitas situações, as pessoas saem de casa sem avisar, seja por insatisfação pessoal ou por conflitos familiares.

    “Temos casos de pessoas que, por conta da orientação sexual, entram em conflito com a família, passam a ser hostilizados e decidem sair de casa sem avisar para onde. Também tem aqueles homens, ou mulheres, que simplesmente estão insatisfeitos com a vida e resolvem sumir”, exemplifica.

    Ela dá como exemplo a história de uma professora que um dia não voltou mais para casa. O marido registrou o desaparecimento e, meses depois, a equipe do Deops descobriu, após contato da polícia de outro estado, que ela estava morando em outra cidade. O caso só foi desvendado porque a mulher tentava alugar um apartamento, e os locatários, ao pesquisarem o nome dela na internet, encontraram um anúncio de desaparecimento da Polícia Civil.

    Catarina destaca que idosos e pessoas com algum tipo de deficiência mental ou problemas psicológicos também costumam figurar entre os desaparecimentos investigados pela especializada. Ela alerta para a importância de sempre se estar de posse de alguma identificação. “Sem documentos não somos nada. Por isso é importante portar algum documento para nos identificar”.

    Outro motivo de boa parte dos desaparecidos, segundo a titular, está relacionado ao envolvimento dessas pessoas com o tráfico de drogas e o crime organizado.

    Denúncias

    Desaparecido no Amazonas
    Desaparecido no Amazonas | Foto: Divulgação

    A delegada Catarina Saldanha faz questão de ressaltar que, em caso de desaparecimentos, não é preciso esperar para procurar a polícia. “A partir do momento que a pessoa percebeu o desaparecimento, ela pode nos procurar para realizar o Boletim de Ocorrência e iniciarmos as investigações. Não é preciso esperar 24h ou 48h”.

    Ela também destaca que, ao procurar a delegacia para realizar a denúncia, é importante levar uma foto recente da pessoa, além de fornecer o máximo de informações sobre o desaparecido, uma vez que a partir desses dados é montado um perfil da pessoa e são iniciadas as investigações.

    Segundo a delegada, a participação da população também é muito importante no fornecimento de informações que levem ao paradeiro dessas pessoas. Por isso, ela reforça a necessidade das denúncias, que podem ser anônimas, pelos telefones 181, da Secretaria de Segurança; Disque 100, e da própria Deops, pelo (92) 3656-8575.

    A Deops fica no prédio da Delegacia Geral, na avenida Pedro Teixeira, 180, Dom Pedro, zona centro-oeste. O horário de funcionamento da especializada é das 8h às 17h, sem intervalo de almoço, de segunda a sexta-feira. Após as 17h, finais de semana e feriados, as denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia.

    Casos antigos

    Conforme o site de desaparecidos do Governo Federal, a polícia procura Dalbertt Dalmas Nascimento Gondin, que sumiu no dia 3 de setembro de 2000. Segundo o site governamental, o garoto foi levado por um adulto, sem o consentimento dos responsáveis, para catar latinhas na Praia do Tupé, onde chegou a ser visto no dia do desaparecimento. A pessoa que o acompanhava, conhecido como Sarney, nega que o tenha levado. Até os dias atuais o jovem não foi encontrado.

    Em outro caso emblemático, a Karoline Silva do Carmo, desapareceu misteriosamente em 2004 no Amazonas. Ela saiu de casa para fazer uma compra na mercearia próxima de sua casa, na comunidade Nova Floresta, no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus e desapareceu. Um suspeito foi indiciado por seqüestro e preso por força de mandado de prisão preventiva (atualmente responde em liberdade).












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