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    segunda fase


    22 pessoas são denunciadas por fraudes e crimes ambientais no Amazonas

    Entre os denunciados está o ex-diretor jurídico do Ipaam, Fábio Rodrigues Marques

    A operação Arquimedes, iniciada pelo Ministério Público Federal, foi realizada juntamente com a Polícia Federal do Amazonas | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - A segunda fase da operação Arquimedes, iniciada no dia 25 de abril de 2019 pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, denunciou 22 envolvidos no esquema de fraudes e crimes ambientais no Amazonas nesta terça-feira (25). A divulgação ocorreu pela manhã no anexo do prédio da Procuradoria da República do Amazonas, localizado na avenida Ephigênio Salles, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus. 

    As investigações realizadas em conjunto com a Polícia Federal (PF) indicaram a existência de negociações criminosas em torno da fiscalização de planos de manejo florestal no Estado. A operação apontou a participação de servidores públicos do Instituto de Proteção Ambiental (Ipaam), madeireiros, empresários e engenheiros florestais no esquema. 

    O superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva, afirma que as investigações, além de denunciar crimes ambientais, denunciaram também crimes relacionados ao patrimônio público brasileiro. 

    Superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva
    Superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva | Foto: Marcely Gomes

    "Não se trata apenas de crime ambiental. Estamos falando de patrimônio público. Aquelas madeiras retiradas foram extraídas da União. Uma extração que explora de maneira ilegal os limites definidos pelo País, apesar de ser uma atividade importante que gera emprego, não paga os direitos trabalhistas das pessoas envolvidas na extração, além de não contribuir com o Produto Interno Bruto (PIB) do país", declarou o superintendente. 

    As denúncias acusam os réus, conforme suas participações individuais no esquema, de prática dos crimes de corrupção, falsidade ideológica e falsificação de laudo ambiental em processo de licenciamento. As penas para os crimes de corrupção variam de dois a 12 anos de prisão. 

    Entre os acusados por corrupção, o MPF aponta um grupo de servidores públicos do Ipaam, destacando as ações do diretor jurídico Fábio Rodrigues Marques e o ex-gerente de controle florestal Antenor de Melo Neto. 

    Em uma das ações, o MPF denunciou também o ex-superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, José Leland Juvêncio Barroso, pelos crimes de organização criminosa e 'lavagem de madeira'. Durante a segunda fase da operação, em abril deste ano, Leland Barroso foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. 

    Página especial 

    As íntegras e os números das ações para consulta processual na Justiça Federal, assim como todas as notícias já divulgadas pelo MPF e um resumo geral do caso da Operação Arquimedes, estão reunidos em uma página especial no site do órgão http://www.mpf.mp.br/grandes-casos/operacao-arquimedes

    Procurador da República no Amazonas, Leonardo Galiano
    Procurador da República no Amazonas, Leonardo Galiano | Foto: Marcely Gomes

    Segundo o procurador da República, Leonardo de Faria Galiano, responsável pela condução da operação, a nova página vai permitir, tanto aos cidadãos como aos órgãos públicos e entidades interessadas no tema, o acompanhamento contextualizado dos principais desdobramentos e resultados da Operação Arquimedes.

    Edição: Isac Sharlon

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