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    Educação Pública


    Mãe afirma que filhas estão sendo prejudicadas em calendário escolar

    A mulher afirmou que os professores que não participaram da greve foram contemplados com férias pela direção, prejudicando o calendário de aulas

     "Minhas filhas se sentem prejudicadas, pois os alunos agora assistem a somente dois ou três tempos por dia", afirmou a mãe
    "Minhas filhas se sentem prejudicadas, pois os alunos agora assistem a somente dois ou três tempos por dia", afirmou a mãe | Foto: Valmir Lima

    | Foto: Valmir Lima

    Uma funcionária pública, de 36 anos, que não quis se identificar, denunciou ao Portal Em Tempo que por conta da readequação do calendário escolar, após o período de greve dos professores nas instituições do Estado, os alunos da Escola Estadual, Dom Milton Corrêa, localizado no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, estão sendo prejudicados.

    A mulher, que é mãe de duas alunas da instituição, afirmou que os docentes que aderiram à paralisação, voltaram a lecionar normalmente após o período de greve. No entanto, os professores que não participaram da greve, foram contemplados com férias, pela direção.

    "Eu tenho duas filhas que estudam lá. Uma tem 12 anos, e está no 7º ano, e a outra tem 16 anos e cursa o 2º ano do ensino médio. Elas se sentem prejudicadas, pois os alunos agora assistem a somente dois ou três tempos por dia" reclamou a mãe.

    A servidora pública também disse ao Portal Em Tempo que os professores que deram aula durante a greve, lecionaram para um número pequeno de alunos e por isso, não permitiu que as filhas frequentassem a escola nesse período. “Por uma questão de logística, as minhas filhas não iam para essas aulas. Tendo em vista que os professores não grevistas ensinavam em poucos dias da semana. Durante a greve, eles passaram provas e as minhas filhas foram prejudicadas”, frisou a mãe.

    Conforme a mulher, o Grêmio Estudantil da instituição é presidido por um homem que não é aluno da escola e salientou que as demandas dos alunos que envolvem a cobertura para quadra esportiva, não são acolhidas pelo Grêmio.

    “As minhas filhas não conhecem nenhum estudante do grêmio. Atualmente, o grêmio é comandado por um jovem que é envolvido em algum movimento social, e tem acesso à todas as dependências da escola, mas ele não é mais aluno de lá. Nem pelo grêmio, os alunos podem fazer as reclamações”, afirmou a responsável.

    O universitário Yann Evanovik, que é ex-presidente de um movimento estudantil, afirmou que para ser representante de um grêmio, é necessário estar matriculado na instituição e os responsáveis dos alunos, ao constarem irregularidades, devem recorrer à direção das escolas e também à Secretaria de Estado de Educação (Seduc). “Para você representar os estudantes de uma instituição, você deve pertencer a ela. Isso é uma questão fundamental”, frisou o universitário.

    Resposta

    Em nota, a Secretaria de Estado de Educação informou ao Portal Em Tempo que a reposição de aulas após o período de paralisação decorrente da greve dos professores está sendo realizada de acordo com o Calendário Oficial de Reposição regularmente aprovado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE/AM), cuja orientação da secretaria é o estrito cumprimento das datas de reposição visando suprir os conteúdos não ministrados no período mencionado no Calendário do Ano Letivo;

    Em relação aos professores que não estão lecionando dentro do calendário estipulado de reposição, a Seduc afirmou que eles serão considerados faltosos, caso não haja justificativa médica ou documentos afins, e serão submetidos às disposições contidas no Estatuto do Servidor Público e Estatuto do Magistério;

    " Uma equipe da Coordenadoria Distrital 06 já está averiguando a denúncia, e, caso de comprovação de qualquer medida irregular, a Secretaria Adjunta da Capital tomará as providências julgadas necessárias", afirmou a secretaria em um trecho da nota.

    A Seduc ressaltou ainda, quanto o questionamento ao grêmio da escola, que é uma entidade representativa do corpo estudantil devidamente constituída e regida por um estatuto, que permite que sua composição integrem apenas alunos regularmente matriculados no ensino médio.

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