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    Denúncia


    Família de paciente diz que Susam agilizou atendimento após denúncia

    A mulher tem um tumor na cabeça e estava há quatro dias com crises de dores em leito do Hospital João Lúcio, em Manaus

    A paciente deu entrada na unidade médica no último sábado (29), com fortes dores na cabeça. O motivo é um tumor descoberto em fevereiro deste ano
    A paciente deu entrada na unidade médica no último sábado (29), com fortes dores na cabeça. O motivo é um tumor descoberto em fevereiro deste ano | Foto: Divulgação/Família

    Manaus - A dona de casa Francisca Ferreira dos Santos, de 29 anos, que está internada no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) João Lúcio, na Zona Leste de Manaus, e aguardava há quatro dias pela drenagem de secreção purulenta [pus] em um tumor na cabeça, finalmente passou pelo procedimento na última quinta-feira (4). Na ocasião, a família da paciente destacou que o atendimento só foi realizado após a procura do Portal Em Tempo, que buscou soluções junto à Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) sobre a situação. 

    Com o coração mais aliviado, a irmã de Francisca, a auxiliar de serviços gerais Sandra Ferreira, de 37 anos, destacou, nesta sexta-feira (5), que estranhou a agilidade na realização do procedimento. Mas, reconheceu que atendimento só ocorreu após a família da paciente - que mora em Presidente Figueiredo (município distante aproximadamente 128 km de Manaus) - procurar o Portal Em Tempo para denunciar a situação. 

    Segundo a família, recentemente Francisca foi diagnosticada com um tumor cerebral. “Minha irmã descobriu em fevereiro desde ano, que tem esse tumor durante uma consulta no hospital João Lúcio. Durante a consulta, o médico afirmou que o tumor já existia dentro da cabeça dela há quase 14 anos. Desde então, estamos tentando realizar os exames solicitados por ele. No sábado, minha irmã passou mal e viemos para Manaus”, explicou Sandra ao Portal Em Tempo na última quarta-feira (5). Nesse mesmo dia, a reportagem entrou em contato com a Susam, solicitando respostas sobre o quadro de saúde da paciente e os atendimentos realizados na unidade.

    “Eu achei muito estranho eles agirem rápido. A minha irmã iria morrer e o atendimento só foi realizado porque procuramos ajuda de vocês [imprensa]. Nesta sexta, ela está no leito aguardando alta médica para voltar para casa [Presidente Figueiredo] e continuar o tratamento, para, enfim, conseguir a cirurgia definitiva de retirada do tumor. Nós estamos aliviados”, agradeceu Sandra. 

    A denúncia

    Familiares de Francisca Ferreira dos Santos denunciaram que a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas estaria negligenciando atendimento no HPS João Lúcio. A paciente deu entrada na unidade médica no último sábado (29), com fortes dores na cabeça. O motivo é um tumor descoberto em fevereiro deste ano. 

    De acordo com Sandra, a única informação que a família havia obtido dos médicos até a última quarta-feira (3) é que o quadro clínico da paciente era grave. Na ocasião, a equipe do hospital, segundo a denunciante, informou à família que Francisca precisava passar por uma cirurgia de urgência, mas que faltavam alguns equipamentos médicos. 

    “A minha irmã está internada e precisa fazer a neurocirurgia. Os médicos, no primeiro momento, afirmaram que aguardavam a chegada de equipamentos. Mas, depois disseram que não poderiam operar porque havia muita gente na fila de espera”, revelou a irmã de Francisca ao Portal Em Tempo. 

    Confira o relato de Sandra à reportagem na última quarta: “Minha irmã está em um leito e tem crises de convulsão todos os dias. O último laudo afirmou que o tumor tinha crescido. Agora, a única coisa que fazem é dopá-la para que ela possa dormir. Até agora estamos esperando a cirurgia, tem 15 pessoas na frente dela”, denunciou a auxiliar de serviço gerais.

    Durante o período de tratamento, Sandra diz que a irmã estava ingerindo medicação prescrita pelo médico. “Ela começou o tratamento, que, segundo ele [médico], iria desfazer o tumor. Nesse curto período de tempo, as crises de dores na cabeça só aumentaram”, finalizou Sandra. 

    Secretaria de Saúde

    Procurada pela reportagem, a Susam informou ontem, por meio de nota enviada pela assessoria, que a paciente estava sob acompanhamento da equipe médica e precisará passar por novos exames e avaliação para fechamento de diagnóstico. Na ocasião, a secretaria ressaltou que em caso de indicação cirúrgica, a prioridade em unidade de urgência e emergência segue critérios de classificação de risco.

    Quadro clínico

    Até esta sexta, a reportagem enfatiza que Francisca, conforme relatou a família, só foi submetida à drenagem de secreção purulenta, porém ainda aguarda o procedimento cirúrgico para a realização da retirada do tumor na cabeça.

    Edição: Isac Sharlon

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