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    Refugiados


    Manaus tem 16 mil refugiados venezuelanos, diz Unicef

    Seminário realizado na Aleam discutiu formas de abrigar a essa população. A Unicef explicou que vem implementando medidas para minimizar a situação de risco das crianças refugiadas

    Discutir formas de melhor atender aos refugiados foi o foco do seminário Saúde e Migração Venezuelana – Avanços e Desafios, realizado na Assembleia Legislativa do Amazonas
    Discutir formas de melhor atender aos refugiados foi o foco do seminário Saúde e Migração Venezuelana – Avanços e Desafios, realizado na Assembleia Legislativa do Amazonas | Foto: Divulgação

    Manaus - Dados divulgados pelo coordenador substituto do Unicef Antonio Carlos Cabral, em Manaus, apontam que existem atualmente 16 mil refugiados venezuelanos em Manaus, dos quais 800 em abrigos.

    O órgão internacional vem implementando medidas para minimizar a situação de risco das crianças refugiadas. Uma delas é a manutenção de um espaço de educação e proteção dos meninos e meninas, no acampamento nas proximidades do Terminal Rodoviário da capital, com professores que falam espanhol e português.

    Seminário

    O objetivo é fazer com que as crianças passem a maior parte do tempo no ambiente de estudo. O assunto foi tema de seminário nesta segunda-feira (8), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em evento organizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), em parceria com o Parlamento estadual, Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Manaus.

    A Unicef diz que vem implementando medidas para minimizar a situação de risco das crianças refugiadas, filhos de venezuelanos em Manaus
    A Unicef diz que vem implementando medidas para minimizar a situação de risco das crianças refugiadas, filhos de venezuelanos em Manaus | Foto: Arquivo em tempo

    Ação humanitária 

    Na avaliação do coordenador substituto do escritório do Unicef em Manaus, é fundamental o desenvolvimento de uma ação humanitária intersetorial envolvendo, além da saúde, outras áreas dos Poderes Executivos, para enfrentar o problema da vulnerabilidade das crianças e adolescentes imigrantes venezuelanos na capital amazonense. Ele lembrou que recentemente dois adolescentes morreram vítimas de tuberculose. “Precisamos revisitar o que já foi feito e ver como fazer mais e melhor”, disse.

    Os cerca de setenta gestores e técnicos da área de saúde, que participaram do seminário, debateram, dentre outras especificidades, a necessidade do maior monitoramento da avaliação nutricional das crianças, assim como um melhor acompanhamento da questão da prevenção de doenças por meio da vacinação. 

    Ações após o seminário 

    Segundo o representante do Unicef, esses e outros pontos estão sendo encaminhados aos governos por meio de documento de conclusão do seminário. 

    “A partir das ações e definidas as responsabilidades, é ir pra campo e ver o que pode estar sendo feito no dia a dia das práticas dos profissionais, garantindo qualidade de saúde e de vida a essa população imigrante de venezuelanos”, salientou Antonio Carlos. 

    De acordo com ele, os refugiados não estão em Manaus porque querem. “Se vieram é porque estão passando por grandes dificuldades. E, por ser o Brasil um país signatário de um acordo, a gente tem que acolher essas pessoas, como bons e responsáveis brasileiros que somos, e garantir vida para elas”, afirmou Antonio.

    Antonio Carlos revelou ainda que o espaço ao lado da Rodoviária está passando por uma reestruturação, com a instalação de refeitório e área de acolhimento e recepção. Conforme ele, as melhorias são frutos da Operação Acolhida, dinamizada pelas Forças Armadas, junto com os órgãos das Organizações das Nações Unidas (ONU) – Unicef e Acnur -, dos governos e da sociedade civil.

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