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    MPAM dá 48h para Amazonas Energia resolver falta de energia no AM

    Há cinco dias moradores de Iranduba e Manacapuru sofrem com a falta de energia nos municípios

    A Amazonas Energia, a pedido do MPAM, deve, ainda, apresentar um plano de redundância para o sistema de fornecimento de energia para os Municípios de Iranduba e Manacapuru
    A Amazonas Energia, a pedido do MPAM, deve, ainda, apresentar um plano de redundância para o sistema de fornecimento de energia para os Municípios de Iranduba e Manacapuru | Foto: Reprodução

     

    Iranduba e Manacapuru - O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por intermédio da 51ª Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon) recomendou, na terça-feira (23), à Amazonas Energia que restabeleça o fornecimento de energia elétrica aos municípios de Iranduba e Manacapuru dentro de 48 horas e que, de imediato, restabeleça a energia elétrica para as bombas da concessionária de água nas duas cidades.

    A decisão foi tomada pelo Promotor de Justiça Otávio Gomes (51ª Prodecon) depois da visita à Usina de Flores e que estava desativada e que está sendo transportada para uma área do município de Iranduba que fica a 30 km da capital. A medida tem o objetivo de suprir a necessidade de geração de energia elétrica para as duas cidades que sofrem com o desabastecimento de energia há quatro dias.

    “É de urgentíssima prioridade o restabelecimento do serviço de geração de energia elétrica. O serviço pelo Código do Consumidor tem que ser contínuo. O artigo 22 do CDC diz que os serviços essenciais devem ser permanentes. É claro que a empresa tem responsabilidade fundamental em relação a isso”, disse o Promotor Otávio Gomes.

    A recomendação também estabelece que, caso não seja normalizado integralmente o fornecimento de energia elétrica no prazo indicado, a empresa elabore e divulgue a escala de fornecimento de energia, por bairro ou comunidade e período atendido, como também implemente um setor de resolução extrajudicial responsável exclusivamente pelo atendimento dos clientes que sofreram prejuízos devido ao rompimento do cabo subaquático, ao menos até que a grande demanda seja atendida.

    A empresa deve, ainda, apresentar um plano de redundância para o sistema de fornecimento de energia para os Municípios de Iranduba e Manacapuru que, atualmente, consiste no fornecimento de energia por meio de cabo submerso no curso do rio.

    O MPAM recomenda, ainda, que a Amazonas Energia emita boletins informativos duas vezes por dia à população afetada pela paralisação do fornecimento de energia, dando conta de prazo para seu restabelecimento ou momentos de necessidade de interrupção para manutenção do sistema e que seja realizada audiência pública na cidade de Iranduba a fim de dar publicidade às providências de contingenciamento adotadas até o presente momento.

    Força-tarefa do Consumidor

    A força-tarefa liderada pelo Promotor Otávio Gomes é composta pelo Deputado Estadual João Luiz, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC-Aleam), pelo Defensor Público Geral de Justiça do Amazonas (DPG) Rafael Vinheiro Monteiro Barbosa e pelo gestor do Procon Amazonas, Jalil Fraxe.

    Os órgãos verificaram o processo de montagem dos geradores e religação da energia que ainda ocorre de forma gradativa e não é suficiente para a normalização da situação nos municípios, onde já são registrados prejuízos para a população, que tem perdido alimentos, e para o comércio, que também tem sofrido com a paralisação do fornecimento.

    Restabelecimento gradativo

    Só quando estiver com capacidade total em pleno funcionamento, a usina reutilizada, que está migrando de Flores, em Manaus, para Iranduba, vai poder gerar energia suficiente para atender a necessidade das duas cidades. Por enquanto, dos 40 megawatts previstos para Iranduba e 20 megawatts para Manacapuru, apenas 13 megawatts estavam sendo gerados e distribuídos, nesta terça-feira.

    O diretor de operação da capital da Amazonas Energia, engenheiro Eduardo Xerez, explicou que os geradores estão sendo religados, mas há muita instabilidade e quedas frequentes que estão sendo contornadas para que a geração chegue logo à população local.

    “Nós estamos recomendando às olarias que não religuem suas máquinas para que tudo o que esteja sendo gerado abasteça, exclusivamente, a população”, disse o engenheiro.

    Moradores de dois conjuntos habitacionais, o residencial Maria Zeneide e Bela Vista, fecharam o acesso ao município em protesto ao desabastecimento de energia.

    Entenda a causa da interrupção

    Segundo a empresa Amazonas Energia, houve uma ruptura do cabo de transmissão subaquático que levava energia elétrica da Ponta do Ismael, em Manaus, para a Ilha do Camarão, em Iranduba. Os engenheiros descobriram que o cabo foi danificado a 1.563 metros da margem de Iranduba, na profundidade de 53 metros. O cabo possui 4.153 metros de comprimento, entre os dois pontos.

    *Com informações da assessoria 

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