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    Pandemia


    Prefeito de Manaus oficializa pedido de ajuda a países ricos

    Arthur Virgílio Neto, também lançou a campanha 'SOS Manaus' com objetivo de solicitar apoio de 21 países como Alemanha, Canadá, EUA, França, Itália e, Japão

    O prefeito gravou um vídeo em três idiomas solicitando a ajuda e justificando o ato que vai beneficiar a capital, segundo o gestor
    O prefeito gravou um vídeo em três idiomas solicitando a ajuda e justificando o ato que vai beneficiar a capital, segundo o gestor | Foto: Márcio James / Semcom

    Manaus - Diante do pico de casos da Covid-19 em Manaus, ao mesmo tempo em que o auxílio necessário para se ampliar o número de leitos não é dado na mesma velocidade de propagação do novo coronavírus, o prefeito Arthur Virgílio Neto oficializou nesta terça-feira (5), o pedido de ajuda aos países mais ricos. “Estamos fazendo o nosso melhor, mas ainda é pouco em frente à barbárie que se aproxima. Precisamos de toda ajuda possível”, diz o prefeito, no vídeo gravado em três idiomas e enviado a 21 embaixadas.

    “Eu chamo o planeta para olhar para Manaus, no centro da Amazônia, e cuidar das pessoas dessa terra, que precisam manter a esperança e sustentar suas vidas”, defende Arthur Virgílio, ao lançar a campanha SOS Manaus, fazendo o apelo para que o mundo ajude os guardiões da floresta tropical. “Essa mensagem é, ao mesmo tempo, humilde e altiva: Manaus precisa urgente de ajuda. E de um jeito nobre, por ser a cidade que diariamente ajuda o mundo com sua magnífica floresta e notáveis rios”, justifica. 

    A divulgação da campanha se dá um dia após a visita do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, à capital amazonense, para conhecer melhor as ações desenvolvidas pela Prefeitura de Manaus e o governo do Amazonas. “Já não há leitos de UTIs suficientes para atender a população. E a burocracia do governo federal para liberação de recursos, contrasta com a rapidez da propagação da doença. Há promessas e compromissos, que teriam que já estar sendo cumpridos”, lamenta o prefeito de Manaus. 

    Entre as quatro cidades brasileiras mais afetadas pelo novo coronavírus, Manaus vive o drama da falta de leitos de UTIs suficientes para atender a demanda de pacientes infectados que, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), chegou a 8.109 casos confirmados nesta terça-feira (5), com 649 óbitos registrados pela doença. 

    Entretanto, o número de sepultamentos saiu de uma média de 30 enterros diários, durante os três primeiros meses deste ano, para mais de 100 nas últimas semanas de abril, mês em que foram registradas 2.435 mortes. Em janeiro, o total de sepultamentos nos cemitérios públicos da capital amazonense foi de 905, em fevereiro foram 792 e mais 888 em março. A média de mortes em domicílio é de 33%. 

    SOS Manaus

    Além do pedido de ajuda em vídeo, o prefeito Arthur Virgílio Neto também oficializou uma carta com o mesmo conteúdo da gravação junto às embaixadas dos seguintes países: Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, Países Baixos, Portugal, Nova Zelândia, Suécia, Suíça, Cingapura, Emirados Árabes Unidos, Israel, Taiwan, Noruega. 

    Na carta, também traduzida em inglês e francês, o prefeito de Manaus defende que durante décadas o Amazonas cumpriu um papel importante para a saúde do planeta, preservando 96% da Floresta Amazônica localizada no seu território. “O mundo nos observa como uma grande reserva biogenética, detentora de inumeráveis espécies da flora, da fauna e da microbiologia, sem contar com a maior reserva de água doce do planeta. Está na hora de recebermos algo em troca. E o que queremos são medicamentos, médicos, tomógrafos, aparelhos respiradores. Precisamos de EPIs para os profissionais que atuam nessa batalha e de novas UTIs, para atender a brutal e crescente demanda de pacientes contaminados e que não têm mais para onde pedir auxílio”, diz. 

    Enfrentamento

    No documento, há ainda um resumo das principais medidas de prevenção adotadas pela Prefeitura de Manaus desde o início da pandemia no Brasil, que vêm sendo constantemente intensificadas e ampliadas. 

    Dentre elas, destacam-se o fechamento do comércio não essencial, a suspensão de eventos e atividades esportivas, a adoção do sistema de home office no serviço municipal, ressalvando as atividades essenciais, atendimento às pessoas em situação de rua, suspensão das aulas e distribuição de alimentos aos alunos da rede municipal, higienização de espaços públicos e a criação de auxílio emergencial a trabalhadores autônomos, microempreendedores e catadores de lixo reciclável. 

    Além disso, especificamente na área da Saúde, o horário de atendimento nas unidades básicas da prefeitura foi ampliado, houve a contratação de mais de 500 novos profissionais de saúde, compra de equipamentos médicos e de proteção individual – EPIs, veiculação de campanhas de prevenção e conscientização quanto à gravidade do momento e dos riscos da Covid-19. 

    “Abrimos, por conta própria e com a ajuda de grupos privados, o hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, que ostenta os melhores índices de cura da cidade. Isso para desafogar a rede estadual, responsável natural pelas alta e média complexidades”, destaca o prefeito de Manaus. “Acredito que nossa principal tarefa nesse momento é salvar o maior número de vidas possível e, com esse propósito, a Prefeitura de Manaus lida com a pandemia de forma séria, célere e atenta, tal como o momento exige”, finaliza.


    Com informações da assessoria

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