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    Carta enviada por Wilson Lima à ONU ganha apoio de autoridade peruana

    Wilson Lima é o atual presidente da Força-tarefa de Governadores para o Clima e Florestas, que reúne 38 governadores de 10 países que possuem regiões de floresta.

    Na carta, Wilson Lima tratou da necessidade de uma mobilização internacional no apoio e captação de recursos
    Na carta, Wilson Lima tratou da necessidade de uma mobilização internacional no apoio e captação de recursos | Foto: Divulgação

    Manaus - O Governo do Amazonas ganhou apoio do governador regional de Madre de Dios, no Peru, Luis Guillermo Hidalgo Okimura, devido a uma carta encaminhada à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo governador Wilson Lima, como presidente da Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force).

    A região apoiadora é integrante da Comunidade Regional da Amazônia, que reúne governadores de cinco estados da Amazônia internacional e o Amazonas. 

    O apoio foi manifestado durante videoconferência, na terça-feira (12), com a participação de Wilson Lima, Luis Guillermo, a secretária-executiva da GCF Task Force, Colleen Scanlan-Lyons, e o secretário de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira. A reunião teve como objetivo tratar do combate ao novo coronavírus e do apoio às comunidades tradicionais e ribeirinhas. 

    “Nós temos uma preocupação muito grande com o avanço do vírus para o interior do estado e, em especial, para as comunidades mais vulneráveis, indígenas e ribeirinhas. Então, estamos trabalhando no sentido de buscar apoio nas mais diversas frentes, e agora com o reforço dos governadores de estados da Amazônia Internacional”, afirmou o governador. 

    Durante a reunião, o governador regional de Madre de Dios demonstrou apoio à carta enviada pelo governador Wilson Lima à ONU. Ele integra a Comunidade Regional da Amazônia, que tem como missão promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia peruana, com uma abordagem intercultural para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos amazônicos, por meio da integração econômica, da conservação da biodiversidade e da promoção da diversidade cultural da Amazônia. Fazem parte da Comunidade Regional da Amazônia os estados de Loreto, Amazonas, San Martín, Ucayali, Huánuco e Madre de Dios. 

    “É extremamente importante a manifestação do governador Hidalgo, do Peru, porque ele também é representante de uma unidade que é como se fosse um consórcio de outros governadores ligados à rede GCF. Então, esse é um apoio que reforça ainda mais a urgência e a importância da manifestação que o governador Wilson Lima fez à ONU e a preocupação com os povos indígenas e as comunidades tradicionais do estado”, explicou Eduardo Taveira. 

    Wilson Lima é o atual presidente da Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas, que reúne 38 governadores de 10 países que possuem regiões de floresta. 

    “A comunidade internacional, naturalmente vários países sofrem também com a pandemia, mas há necessidade de uma união de esforços, assim como há para o trabalho de preservação da floresta. Em uma região tão complexa como a nossa, que tem problemas em áreas remotas, populações indígenas, populações tradicionais e assentamentos rurais, é preciso agir rápido”, acrescentou o governador. 

    A partir da reunião desta terça-feira, técnicos da Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas, dos demais estados que possuem regiões de floresta, da Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas, vão alinhar as ações a serem de desenvolvidas e as estratégias para captação de recursos.

    Carta 

    Na carta endereçada à Organização das Nações Unidas (ONU), via Força-Tarefa de Governadores para o Clima e Florestas, Wilson Lima tratou da necessidade de uma mobilização internacional no apoio e captação de recursos visando o fortalecimento do sistema de saúde nas regiões de floresta tropical durante o combate ao novo coronavírus. 

    No documento, o governador pediu uma ação conjunta internacional para a proteção das populações mais vulneráveis à pandemia em áreas de floresta, como o Amazonas, que abriga povos indígenas, comunidades tradicionais e ribeirinhas.


    Com informações da assessoria

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