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    Coronavírus


    Uso de máscaras com válvulas pode não ser eficaz contra Covid-19

    Segundo especialistas, a válvula pode ser agente de infecção caso ar esteja contaminado. Saiba como se proteger usando o dispositivo

    O uso da viseira serve como forma de mitigação para o controle de fonte
    O uso da viseira serve como forma de mitigação para o controle de fonte | Foto: Divulgação

    Manaus - Ao contrário do que muitos pensam, a máscara N95/PFF2 com válvula, ou produto similar, não pode ser utilizada como controle de fonte, pois, permite a saída do ar expirado que, caso esteja infectado, poderá contaminar pessoas próximas. Por isso, a indicação é que ela seja utilizada junto à viseira, também conhecida como Face Shield. É o que aponta a Nota Técnica nº5, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde (MS). 

    O documento foi lançado em função da pandemia do novo coronavírus, que já soma quase 70 mil mortes no Brasil e 1,755 milhão de infectados. A Nota foi atualizado em 24 de junho deste ano.

    A recomendação trata das orientações para a prevenção e o controle de infecções pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) em instituições de longa permanência para idosos. Mas, segundo a responsável pelo Núcleo de Educação Permanente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), enfermeira Adriana Macedo Cabral, serve para todos que atuam na área da saúde.

    Ela explica que, segundo a Nota Técnica, o uso da viseira serve como forma de mitigação para o controle de fonte. E em unidades de saúde públicas e privadas, a recomendação tem sido a mesma.

    “O uso do face shield ajuda, principalmente, a evitar a contaminação por gotículas e aerossóis, ou seja, aquelas que ocorrem pelo ar ou por contato com secreções tais como as oriundas da saliva, espirro, tosse e escarro”, destaca.

    Formação de aerossóis

    Os aerossóis podem se formar, ainda, durante certos procedimentos realizados por profissionais de saúde que atuam, em especial, nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), como a reanimação de pacientes com paradas cardiorrespiratórias, entubação ou aspiração traqueal, ventilação não invasiva, ventilação, manual antes da entubação, coletas de secreções nasotraqueais, broncoscopias, etc.

    A nota destaca que quando o profissional de saúde ou cuidador atuar em procedimentos com risco de geração de aerossóis, em residentes suspeitos ou confirmados de infecção pelo SARS-CoV-2, deve utilizar a máscara de proteção respiratória (respirador particulado) com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3μ (tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3). 

    A enfermeira, também, reforça que o uso de luvas, capotes, álcool gel 70% antisséptico, protetores de cabelo e sapatos, auxiliam na redução de contágio.


    Com informações da assessoria


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